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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Decisão Sobre Emagrecedores


A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, nesta terça-feira, em Brasília, pela retirada do mercado brasileiro dos medicamentos anorexígenos (anfepramona, femproporex e manzidol). A sibutramina, por sua vez, será mantida, mas deverá ser vendida com maior rigor em sua prescrição. Ainda, segundo a agência, haverá prazo para que as substâncias saiam do mercado.

De acordo com o Dr. Ricardo Meirelles, presidente da Comissão de Comunicação Social da SBEM,a Sociedade é contra a retirada de qualquer um destas medicamentos neste momento. "Existem, atualmente, poucas alternativas de tratamento da obesidade, que é uma doença grave que necessita de avaliação caso a caso. Dessa forma, retirar recursos terapêuticos apenas prejudica o tratamento de pacientes que precisam perder peso", afirmou.

Em relação ao aumento do controle da sibutramina, o endocrinologista acredita que também pode ser prejudicial no tratamento da obesidade. "A informação que tive é que a complexidade será grande e que tanto o paciente, quanto o médico, deveriam assinar um termo de consentimento, o que não faz o menor sentido. É importante, sim, que os especialistas que prescrevem o medicamento saibam respeitar todas as contraindicações", disse.

Para o Dr. Ricardo, a manutenção da sibutramina é fruto de um trabalho de esclarecimento e informação sobre os reais beneficios e riscos dos medicamentos.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Novo tratamento para osteoporose

 

"Cadeira elétrica" é testada para osteoporose

Estofado criado por pesquisadores da USP e da Unifesp emite carga elétrica para estimular regeneração óssea


Vinícius Oliveira/Folhapress



HÉLIA ARAUJO
DE RIBEIRÃO PRETO

Uma cadeira que emite sinais elétricos está sendo testada em São Paulo no tratamento para a osteoporose.
O equipamento foi desenvolvido por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) de São Carlos e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Hoje, o tratamento da osteoporose é feito com remédios e exercícios físicos.
A nova tecnologia produz sinais elétricos que atingem diretamente os ossos mais prejudicados pela doença: fêmur, coluna e bacia. Duas placas metálicas ficam escondidas sob um estofado. Para realizar o tratamento, o paciente deve permanecer sentado na cadeirinha por 20 minutos após acionar um botão. As duas placas formam um campo elétrico, que age nos ossos durante esse tempo. Não há dor.
Ao todo, são cinco sessões por semana e, quando o tratamento é concluído, o aparelho avisa.

Segundo a fisioterapeuta da Unifesp Ana Paula Lirani Galvão, quando o campo elétrico atinge os ossos, algumas células do organismo captam os sinais e estimulam a formação de uma nova massa óssea, o que faz aumentar a absorção de cálcio. Em uma pessoa sem osteoporose, os ossos têm células que captam sinais mecânicos - gerados, por exemplo, pela ação de andar ou correr - e mandam carga elétrica para outras células responsáveis por formar mais ossos.
"Ao longo da vida, perdemos essas células que captam os sinais e também fazemos menos atividades que produzem essa energia, o que provoca o enfraquecimento dos ossos."

O objetivo da nova técnica é criar os sinais elétricos que o corpo deixou de mandar e, assim, estimular a formação da nova massa óssea.

Os primeiros testes foram feitos há seis anos em ratos e os resultados foram positivos. Agora, os testes estão sendo feitos em cem idosos que estão internados em três asilos de São Paulo - 40 deles sob efeito placebo, ou seja, sem efeitos reais.
"Os testes em humanos [que começaram há seis meses] ainda não foram concluídos, mas pela experiência com os ratos, acreditamos que serão positivos."

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Reductil É Retirado do Mercado

Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia      (http://www.endocrino.org.br/reductil-e-retirado-do-mercado/) 



O laboratório Abbott, fabricante do medicamento Reductil (monidrato de Sibutramina), anunciou a suspensão da sua produção e venda no mercado brasileiro. O produto era um dos mais consumidos no Brasil para a perda de peso e um importante aliado no combate à obesidade. 

De acordo com o laboratório, a decisão foi tomada após um estudo internacional demonstrar que seu uso aumenta o risco de problemas cardíacos em pessoas propensas. A decisão se restringe, até o momento, a Abbott e remédios que utilizam a substância sibutramina continuam liberados pela Anvisa, mas a venda deve feita de maneira restrita, com receita especial. Na Europa e nos EUA, a substância é proibida.
 
De acordo com o Dr. Ricardo Meirelles, presidente da SBEM, a sibutramina é um dos poucos medicamentos existentes no mercado para tratamento da obesidade que, quando respeitadas as contra-indicações, é muito útil. "No meu entender a posição da Abbott foi uma decisão corporativa internacional, uma vez que a comercialização do produto já havia sido suspensa na Europa", afirma.
 
Em setembro desde ano, a SBEM e a ABESO enviaram um comunicado à Anvisa reiterando sua posição contra as restrições na comercialização de sibutramina.
 
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