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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Dicas para diabéticos 12

O que fazer quando o indivíduo diabético ingere bebida alcoólica?

Bebidas alcoólicas podem alterar as taxas de açúcar no sangue, podendo tanto elevar a glicemia quanto abaixá-la, causando hipoglicemia.


Mesmo em indivíduos não diabéticos, o álcool pode causar alterações no metabolismo. Após a ingestão de bebidas alcoólicas, o organismo direciona a digestão preferencialmente para as partículas do álcool. Ou seja, o álcool é usado para gerar energia e calor para o corpo, mas o resto dos nutrientes circulantes não é necessário para gerar energia e é metabolizado em gordura, acumulando no tecido adiposo.

Se a pessoa se alimentou há pouco tempo ou come enquanto está bebendo, esses alimentos circulantes mantém a glicemia elevada e vão ser transformados em gordura posteriormente, principalmente os "petiscos" gordurosos que acompanham a bebida alcoólica. Se a pessoa está em jejum, o álcool rapidamente sai da corrente sanguínea para ser metabolizado e o nível da glicemia cai, levando à hipoglicemia, mesmo em indivíduos não diabéticos.

Quando um indivíduo diabético beber, deve fazê-lo com moderação (assim como qualquer outra pessoa...). Se beber cervjea, não deve exagerar na comida, pois esta bebida tende a aumentar mais as taxas de glicemia que o vinho. No caso de bebidas destiladas, como vodka, pinga, uísque ou rum, nunca deve ficar de estômago vazio, pois a hipoglicemia pode ser grave!

Além disso, o álcool leva ao ganho de peso, o que piora o controle do diabetes.

O vinho em pequenas quantidades pode ser permitido ao indivíduo diabético.

Mas, lembre-se, beba sempre com moderação e converse com seu endocrinologista sobre esse assunto!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dicas para diabéticos 11

O que fazer se tiver hipoglicemia enquanto dirige?


Ter hipoglicemia dirigindo não é incomum. Às vezes, a pessoa que tem hipoglicemia pode ter poucos sintomas e não perceber essa alteração. Isso pode ocasionar acidentes graves. (Para relembrar os sinais e sintomas de hipoglicemia, clique aqui)
Assim, pelo menos para aquelas pessoas que não percebem quando estão tendo hipoglicemia, é fundamental medir as taxas de glicose antes de viagens longas, sempre que forem dirigir. E, para quem mora em São Paulo, às vezes a viagem nem precisa ser longa, mas se for dirigir em horários de pico, ou dias de chuva, esteja sempre preparado!

O que fazer
Antes de iniciar a viagem, meça a glicemia (para relembrar como medir a glicemia capilar, leia aqui). Se as taxas estiverem menores que 150mg/dl, coma algum alimento com carboidrato e proteína, como um sanduíche com queijo ou uma fruta com cereal.
Meça a glicemia após 2 horas dirigindo e reavalie. Se não puder medir, coma uma fruta ou 3 bolachas.

Leve sempre um suco ou refrigerante não dietético para beber, se se sentir mal. Um sachê de mel também pode ser usado em situações de emergência.
Em trajetos longos, SEMPRE leve seu medidor de glicose.

Cuide sempre do seu diabetes e aprenda a reconhecer os sinais de hipoglicemia. Isso é importantíssimo!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Dicas para diabéticos 10

Quando for fazer exames de sangue

Frequentemente, as pessoas com diabetes necessitam colher exames em laboratório, e ficam em dúvida se tomam a medicação via oral ou aplicam a insulina no dia da coleta.

O que fazer

1. Para aquelas pessoas que estão tomando só comprimidos para o diabetes: deixe para tomá-los após colher o exame e tomar o café da manhã

2. Para aqueles que usam insulina: aplicar apenas após a coleta do sangue e tomar o café da manhã, para evitar a hipoglicemia

A maior parte dos exames de laboratório não necessita de 12 horas de jejum, como recomendado pelos laboratórios. Somente a dosagem de colesterol e triglicerídeos tem essa exigência. A maioria dos outros exames necessita de 8 horas de jejum.
Se tiver que ficar mais tempo em jejum, dose a glicemia antes de sair para o laboratório. Se estiver abaixo de 90, deixe para colher em outro dia. Você ainda vai ficar muito tempo sem se alimentar, e a glicemia corre o risco de cair mais e chegar a hipoglicemia (< 60mg/dl).
Leve sempre algo para comer quando sair para o laboratório. Se você tiver sintomas de hipoglicemia, mesmo que leves, alimente-se e deixe para colher o exame em outro dia.

Cuidado com a hipoglicemia, ela pode ser mais grave que a glicemia elevada. Aprenda a reconhecer os sintomas e como revertê-la - clique aqui

terça-feira, 3 de maio de 2011

Dicas para diabéticos 9

Diabético pode fazer dieta para perder peso?

Em primeiro lugar, todas as pessoas acima do peso, diabéticas ou não, deveriam fazer uma reeducação alimentar. Fazer dietas radicais para perda rápida de peso não funcionam a longo prazo e podem trazer complicações.
Pessoas diabéticas que resolvem fazer regimes radicais ou sem orientação médica podem ter hipoglicemia se estiverem tomando insulina ou mesmo comprimidos hipoglicemiantes.


Atenção
  • Em dieta para perda de peso, pode ser necessário diminuir as doses de insulina ou comprimidos para o diabetes, à medida que se perde peso, para evitar o risco de hipoglicemia. Muitas vezes, só de se iniciar a dieta, com ingetão menor de comida, já é necessário diminuir a medicação para o diabetes, pois as glicemias melhoram progressivamente.
  • Se a pessoa desistir da dieta e voltar a comer mais, será necessário voltar às doses de insulina ou comprimidos anteriores, apra manter os níveis de glicemia.
  •  As dietas para perda de peso para quem tem diabetes devem ser balanceadas e orientadas pelo endocrinologista e/ou nutricionista.
Nunca mude seu tratamento sem orientação do seu médico. Vá sempre ao seu endocrinologista!!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dicas para diabéticos 3

O que fazer em caso de  hipoglicemia

Os pacientes diabéticos são mais susceptíveis à hipoglicemia, principalmente aqueles em uso de insulina.
Os sintomas são os mesmos da hipoglicemia em pacientes não diabéticos - tremores, fraqueza, fome, suor frio, sonolência, confusão mental, desmaios (ver post sobre Hipoglicemia).

É importantíssimo saber reconhecer os sintomas de hipoglicemia, para tratá-la o mais rápido possível e evitar complicações graves, como crises convulsivas ou coma.


Se o paciente estiver acordado:
      - tomar um copo de suco de fruta com açúcar, uma lata de refrigerante não dietético, chupar duas a quatro balas não dietéticas ou um copo de água com açúcar


Se o paciente estiver desacordado:
      - colocar açúcar ou mel (uma colher de sopa cheia) entre a bochecha e os dentes; massagear a bochecha, para aumentar a saliva e derreter o açúcar ou mel, e acelerar a absorção
      - NÃO dar líquidos, pois o paciente pode engasgar e aspirar o líquido
      - quando a pessoa começar a acordar, dar suco, refrigerante ou balas não dietéticos
      - se a pessoa não responder ou estiver em coma profundo, aplicar uma ampola de Glucagon intramuscular ou subcutânea; quando acordar, dar suco, refrigerante ou balas não dietéticos

                ** todos os familiares ou amigos próximos de pacientes diabéticos usuários de insulina, principalmente portadores de diabetes tipo 1, devem conhecer a ampola de Glucagon e saber usá-la, para emergências. Esse medicamento é vendido em farmácias e deve ser mantido em geladeira.

A hipoglicemia é uma situação muito grave para um paciente diabético e deve ser rapidamente reconhecida e revertida. Converse com seu endocrinologista se tiver dúvidas.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Como identificar e evitar a hipoglicemia

Hipoglicemia não é uma doença, é uma consequência de alguma doença ou uso de medicamentos e significa baixo nível de glicose no sangue. Os níveis sanguíneos considerados normais são de 60 a 99mg/dl. 

Em geral, abaixo de 50 a 60mg/dl ocorrem os sintomas. Os mais comuns são:
  • Fome, borborigmo ("ronco" na barriga)
  • Tremores, ansiedade, nervosismo
  • Palpitações, sudorese fria, dor de cabeça
  • Náusea, vômito, desconforto abdominal
  • Cansaço, fraqueza, dificuldade de raciocínio
  • Confusão, tontura, indisposição não específica
Em casos graves, o indivíduo pode perder a consciência (desmaios ou até coma) ou ter crises convulsivas.

A hipoglicemia ocorre quando não há níveis de glicose suficientes no sangue para fornecer energia às células do cérebro. As outras células do corpo conseguem obter energia através da quebra de gordura (inicialmente) e proteínas armazenadas, mas o cérebro é nutrido exclusivamente por glicose. Portanto, os sintomas funcionam como um "sinal de alerta" de que os neurônios estão sofrendo.

Existem várias causas para a hipoglicemia:
  • Consumo de álcool (causa mais freqüente)
  • Jejum prolongado
  • Esforço físico (músculos consomem a glicose circulante)
  • Medicamentos: insulina e antidiabéticos orais são os principais, mas pode ocorrer com aspirina, antiinflamatórios, beta-bloqueadores (ex: Propranolol), antibióticos
  • Hipoglicemia reativa (ocorre 1 a 3 horas após as refeições, por rápida absorção dos carboidratos)
  • Tumores produtores de insulina (muito raros)
  • Cirurgia para diminuição (cirurgia para obesidade) ou retirada do estômago (câncer de estômago)

Nos pacientes diabéticos, a hipoglicemia é mais frequente. Ocorre principalmente por uso de medicamentos orais ou insulina sem alimentação adequada. Os medicamentos para diabetes, tanto orais quanto insulina, têm como objetivo diminuir a glicemia, e a maioria o faz independente da ingestão alimentar. Portanto, se o paciente não se alimentar corretamente, com intervalos regulares, corre o risco de ter hipoglicemia.

Para evitar a hipoglicemia, além do tratamento específico para cada causa, é importante:
  • Evitar períodos prolongados em jejum, alimentar-se a cada 3 ou 4 horas
  • Evitar atividade física sem se alimentar e repôr as perdas se exercícios prolongados
  • No caso de hipoglicemia reativa, evitar ingestão de carboidratos simples (açúcar branco, farinha branca, doces); prefira carboidratos complexos (arroz integral, farinha integral) ou associação de carboidratos com gorduras ou proteínas (ex: pão com manteiga e não puro), que demoram mais a ser absorvidos

Se você tem esses sintomas, diabético ou não, procure seu endocrinologista para investigar e tratar! E não "aguente a crise" sem comer, isso é muito prejudicial!