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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Os erros mais comuns na hora de perder peso
Agora que já passaram as festas, todo mundo já comeu o que devia e não devia, começa a corrida para perder os quilinhos ganhos. Nessa hora, alguns erros são muito comuns:
1. Fazer dietas rigorosas demais - ninguém consegue manter por muito tempo uma dieta em que passe fome. Assim que desistir das restrições e voltar a comer como antes, os quilos também voltam.
2. Ter obsessão com a balança - não adianta subir na balança o tempo todo. O mais importante é perceber nas roupas e no seu bem estar o resultado da melhora da alimentação. Pesar-se esporadicamente, e na mesma balança, é muito melhor.
3. Não procurar acompanhamento profissional - sem um acompanhamento adequado, há o risco de se escolher as dietas e exercícios inadequados e não atingir o seu objetivo.
4. Traçar objetivos impossíveis - um bom resultado é atingido quando é perdido 0,5 a 1,0kg por semana ou 5 a 10% do peso inicial ao final do tratamento. Não é saudável perder muitos quilos logo no início da dieta.
5. Ignorar o fator genético - a obesidade, realmente, tem um fator genético associado. Se sua família tem muitos gordinhos, mas você ainda está dentro do peso normal, não pode deixar de lado os cuidados com alimentação e exercício. Mas se você também está acima do peso, não pode traçar um objetivo exagerado para a perda de peso. Pense no melhor resultado para a saúde, e não apenas estético.
6. Pular refeições - ficar sem comer por muitas horas não ajuda a emagrecer. Para perder a gordura que está no tecido adiposo, o organismo precisa manter o metabolismo ativo. Se ficarmos muitas horas em jejum, o metabolismo diminui e "economiza" a energia do tecido adiposo.
7. Contar somente com os remédios - os remédios, quando bem indicados, são uma ajuda na perda de peso, mas não fazem milagres. Os remédios podem diminuir a ansiedade e/ou aumentar o metabolismo, fazendo o corpo gastar um pouco mais de energia. Mas se a ingestão é maior do que o gasto, os quilos continuam se acumulando.
8. Relaxar depois de emagrecer - engordar não é como pegar catapora, que acontece só uma vez na vida. Se você ganha peso, depois perde e para de se cuidar, você ganha peso novamente. A composição corporal é dinâmica, está sempre mudando. Relaxar depois de perder peso só vai dar mais trabalho para perder novamente.
9. Exagerar nas atividades físicas - a atividade física é um dos principais responsáveis pela perda de peso. Mas tudo deve ser feito com moderação e acompanhamento profissional. Se você exagera, corre o risco de se machucar e precisar ficar de repouso, o que vai fazer voltar o peso perdido.
Para perder peso e manter-se saudável, o importante é aprender a comer direito sempre e fazer atividade física regular. Não é preciso passar fome e deve-se sempre levar em conta o fator genético. Não há milagre para perda de peso.
Procure sempre um endocrinologista para ter o acompanhamento adequado.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Iniciando os Exercícios Físicos
Por Cris Dissat e Diogo Ribeiro
Se você está pensando em começar a se exercitar, seja por vontade própria ou por orientação médica, saiba que um dos pontos mais importantes na hora de escolher a atividade é que você goste do que está fazendo. A lista de vantagens é grande e vai da física à psicológica, e quem começa se sente tão bem que é quase impossível não admitir que a vida dá uma grande virada. Não importa se for uma simples caminhada ou uma partida de basquete, se você é adulto ou criança, o importante é praticar.
Primeiros Passos
Segundo os especialistas da área, as principais melhorias de quem pratica atividades físicas regulares são controle do peso corporal, fortalecimento muscular e redução de dores nas costas, correção postural, aumento da resistência física, além de melhora da circulação sanguínea, função intestinal, vesicular e sexual. Do ponto de vista psicológico, os exercícios têm efeito antidepressivo, pois promovem mais confiança, aumento da autoestima, redução do estado de ansiedade e estresse.
Mas qual deve ser o primeiro passo?
Antes de sair correndo por ai, o primeiro é passar por uma avaliação médica, com exame de rotina que inclua verificação de peso, IMC, pressão arterial, avaliação do histórico familiar de doenças, dosagens de glicemia, colesterol, entre outros. Teste ergométrico e ecocardiograma não são realizados em todos os pacientes, sendo solicitados conforme o risco cardiovascular, idade e histórico familiar. Com base nessas informações, o médico poderá então avaliar e prescrever o tipo de exercício e a intensidade adequada para cada indivíduo.
Mesmo que todos os resultados sejam favoráveis, as atividades devem ser iniciadas com exercícios leves e de preferência aeróbicos. O ideal é começar com caminhada ou natação, com duração de 30 minutos a 1h, sempre tentando manter a frequência cardíaca entre 60% e 70% da frequência máxima. Sempre começar devagar e ir aumentando a duração e frequência do exercício aos poucos. O ideal são 150 minutos por semana, divididos em pelo menos três dias.
É preciso lembrar que o corpo precisa de um tempo para se acostumar a nova rotina, e isso acontece aos poucos. A empolgação inicial é normal, principalmente quando os resultados começam a aparecer, mas realizar a atividades em uma intensidade maior do que a prescrita ou por tempo prolongado pode levar a dores musculares e lesões, obrigando o paciente a interromper os exercícios.
Cuidados Especiais
No caso das pessoas com sobrepeso ou obesidade, os especialistas explicam que os cuidados devem ser redobrados, pois os riscos de lesão aumentam devido à sobrecarga nas articulações. O ideal é começar com exercícios na água, pois diminuem ou anulam o impacto.
Já no caso de pessoas com diabetes, é fundamental manter atenção constante ao nível de glicemia. O risco de hipoglicemia aumenta durante o exercício, principalmente se estiver usando insulina ou comprimidos. É importante ficar atento, também, a hipoglicemia tardia, que acontece horas após a finalização da atividade.
Se para os jovens a prática promove uma série de efeitos benéficos, imaginem quem já está um pouco mais maduro. As pessoas com idade acima de 50 anos ou idosas podem, e devem, se preocupar com isso também. Mas além dos cuidados gerais, é preciso ficar atento e seguir à risca as orientações médicas. Consultas médicas periódicas e respeitar os limites do corpo são dois pontos que se tornam ainda mais importantes entre as pessoas da “melhoridade”.
Pronto, com essas dicas em mente, tênis no pé, uma roupa leve e muita água, você está preparado para deixar o sedentarismo de lado. Agora é só praticar. E por que não aproveitar o ano novo para dar o pontapé inicial?
Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Dia Nacional de Combate à Hipertensão
Dia 26 de abril é o Dia Nacional de Combate à Hipertensão. A hipertensão ("pressão alta") é uma doença crônica muito prevalente no mundo todo e que pode ser prevenida facilmente, adotando-se hábitos de vida saudáveis.
É uma doença "silenciosa", causa poucos sintomas e, quando eles ocorrem, geralmente indicam níveis de pressão arterial muito mais altos que o normal. Os níveis normais de pressão são até 130x85mmHg, acima disso, temos a hipertensão arterial.
A hipertensão é secundária a um conjunto de fatores genéticos e ambientais e a incidência aumenta muito com o envelhecimento. Hábitos de vida saudáveis como atividade física regular, evitar o tabagismo, diminuir o consumo de sal e evitar o sobrepeso e a obesidade podem evitar e tratar a doença.
As consequências da hipertensão arterial são graves. Ela pode levar a insuficiência renal, com necessidade de diálise, aumenta o risco de infartos do miocárdio, derrames cerebrais, insuficiência cardíaca, comprometimento visual e impotência sexual.
O tratamento da hipertensão envolve as mudanças de hábitos de vida e uso de medicamentos. Existem inúmeros tipos de medicamentos para essa doença, apenas o seu médico pode indicar o melhor para o seu caso.
Para saber mais sobre hipertensão arterial, clique aqui.
A hipertensão arterial é uma doença grave e, assim como o diabetes, muito subestimada pela população em geral. Se você ou alguém da sua família é hipertenso, converse com seu médico e veja quais as melhores alternativas para mante sua pressão dentro do normal.
Dia 26 de abril é o Dia Nacional de Combate à Hipertensão. A hipertensão ("pressão alta") é uma doença crônica muito prevalente no mundo todo e que pode ser prevenida facilmente, adotando-se hábitos de vida saudáveis.É uma doença "silenciosa", causa poucos sintomas e, quando eles ocorrem, geralmente indicam níveis de pressão arterial muito mais altos que o normal. Os níveis normais de pressão são até 130x85mmHg, acima disso, temos a hipertensão arterial.
A hipertensão é secundária a um conjunto de fatores genéticos e ambientais e a incidência aumenta muito com o envelhecimento. Hábitos de vida saudáveis como atividade física regular, evitar o tabagismo, diminuir o consumo de sal e evitar o sobrepeso e a obesidade podem evitar e tratar a doença.
As consequências da hipertensão arterial são graves. Ela pode levar a insuficiência renal, com necessidade de diálise, aumenta o risco de infartos do miocárdio, derrames cerebrais, insuficiência cardíaca, comprometimento visual e impotência sexual.
O tratamento da hipertensão envolve as mudanças de hábitos de vida e uso de medicamentos. Existem inúmeros tipos de medicamentos para essa doença, apenas o seu médico pode indicar o melhor para o seu caso.
Para saber mais sobre hipertensão arterial, clique aqui.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Reportagem da FOLHA DE SÃO PAULO
Diabéticos têm dificuldade de achar medicamento Victoza
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MARIANA VERSOLATO
DE SÃO PAULO
A corrida para comprar o remédio Victoza (liraglutida), indicado para o
tratamento de diabetes mas cada vez mais usado para emagrecer, pode
deixar os pacientes que realmente precisam do medicamento na mão.
DE SÃO PAULO
Segundo o endocrinologista Ricardo Meirelles, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, que atua no Rio, metade dos seus pacientes que usam o Victoza se queixa de dificuldade para comprar a droga.
Ele estima que dez pacientes seus usem o remédio. "O número não é grande porque se trata de um medicamento novo e caro [cerca de R$ 400]", explica. Meirelles diz que não está recomendando aos diabéticos que se adaptam bem ao Byetta, droga de efeito similar ao do Victoza, a mudar de remédio. "Mas o Victoza atrai os pacientes novos porque tem só uma aplicação ao dia em vez de duas do Byetta."
O endocrinologista Antonio Carlos Lerário, diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes, também tem poucos pacientes usando o remédio, por causa do preço. "O Victoza vendeu como nunca depois da reportagem da revista 'Veja'. Fora do Brasil não houve esse furor."
Na edição de 7 de setembro, a revista "Veja" publicou uma reportagem de capa sobre a droga, chamando o Victoza de "bala de prata" contra o excesso de peso. Na semana seguinte, a Vigilância Sanitária divulgou um alerta afirmando que o remédio não é recomendado para emagrecer, podendo causar hipoglicemia, náusea, diarreia, pancreatite e distúrbios da tireoide.
Como estudos mostram que o Victoza leva à perda de peso, alguns médicos já o receitam para tratar obesidade. Esse tipo de indicação é conhecido como "off label" (fora da bula).
LISTA DE ESPERA
Um comunicado da Sociedade Brasileira de Diabetes afirma que aumento da procura pelo Victoza causa impacto no preço e na disponibilidade da droga.
"Em Belo Horizonte, o Victoza está em R$ 394 e o estoque, esgotado, tem previsão de reposição só para daqui a uma semana", diz a nota.
A reportagem da Folha procurou o remédio em dez grandes farmácias de São Paulo e não encontrou o Victoza em nenhuma. Algumas lojas têm listas de espera com 25 pessoas.
Já em três distribuidores de remédios especiais (que precisam de refrigeração no transporte), o Victoza foi encontrado para pronta-entrega, por até R$ 400.
"As farmácias mantêm estoques pequenos. Por isso indico as lojas de medicamentos especiais", diz o endocrinologista Marcos Tambascia, professor da Unicamp.
A Novo Nordisk, fabricante do Victoza, diz que as vendas da droga estão normais.
Procure sempre um endocrinologista antes de inicar um tratamento adequado, seja para diabetes ou para perder peso. Não faça auto-medicação e não compre medicamentos em sites duvidosos!
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Metade dos americanos será obesa em 2030!!
Fonte: MedPage Today
Se a epidemia de obesidade continuar crescendo sem controle, 50% da população adulta dos EUA será obesa (IMC >30) em 2030.
Dados do National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) de 1988 a 2008 permitem uma projeção de mais de 65 milhões de adultos obesos nos EUA nessa época. Entre homens e mulheres de 40 a 50 anos, aproximadamente 60% serão obesos!
Ainda com esses dados, é possível prever os seguintes impactos na saúde:
Um achado importante do estudo foi o aumento expressivo de obesidade em pessoas com mais de 60 anos. Dos 65 milhões de obesos em 2030, 24 milhões estarão nessa faixa etária. Essa população já é a mais doente e mais cara em termos de custos com saúde. Os efeitos na saúde e também na economia serão imensos.
Faça sua parte, cuide da sua saúde, coma direito e faça atividade física. Não deixe o Brasil entrar nessa estatística também!!!
Se a epidemia de obesidade continuar crescendo sem controle, 50% da população adulta dos EUA será obesa (IMC >30) em 2030.
Dados do National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) de 1988 a 2008 permitem uma projeção de mais de 65 milhões de adultos obesos nos EUA nessa época. Entre homens e mulheres de 40 a 50 anos, aproximadamente 60% serão obesos!
Ainda com esses dados, é possível prever os seguintes impactos na saúde:
- 6 a 8,5 milhões de pessoas com diabetes
- 5,7 a 7,3 milhões de novos casos de doenças do coração e derrame
- 490 a 670 mil novos casos de câncer
Um achado importante do estudo foi o aumento expressivo de obesidade em pessoas com mais de 60 anos. Dos 65 milhões de obesos em 2030, 24 milhões estarão nessa faixa etária. Essa população já é a mais doente e mais cara em termos de custos com saúde. Os efeitos na saúde e também na economia serão imensos.
Faça sua parte, cuide da sua saúde, coma direito e faça atividade física. Não deixe o Brasil entrar nessa estatística também!!!
segunda-feira, 27 de junho de 2011
População com diabetes mais que dobra em 30 anos
Estudo com dados de 199 países e territórios mostra que mundo tem hoje cerca de 350 milhões de diabéticos
Envelhecimento e crescimento da população e aumento das taxas de obesidade levam à epidemia
MARIANA VERSOLATO DE SÃO PAULO - Folha SP
O número de adultos com diabetes no mundo mais que dobrou nas últimas três décadas, chegando a quase 350 milhões de pessoas.
A conclusão é de um estudo global publicado na prestigiosa revista médica "Lancet". Foram levantados dados de 199 países e territórios, de 1980 a 2008.
O número é bem maior do que o que constava em uma previsão publicada em 2009 no periódico "Diabetes Research and Clinical Practice", que estimava o número de diabéticos em 285 milhões.
As diferenças podem ser explicadas pelo maior número de estudos usados pela pesquisa do "Lancet" e pela diferença de metodologias.
O estudo foi conduzido por pesquisadores do Imperial College London e de Harvard, e teve apoio da Organização Mundial da Saúde.
Dos 347 milhões de pessoas no mundo que têm diabetes, 40% estão na China e na Índia, e outros 10%, nos Estados Unidos e na Rússia.
OBESIDADE
Grande parte desse aumento (70%), segundo a pesquisa, se deve ao crescimento e ao envelhecimento da população (o que aumenta o risco de diabetes).
Há também uma parcela de "culpa" no aumento mundial do IMC (Índice de Massa Corpórea), principalmente entre as mulheres, de acordo com a pesquisa.
Mas, segundo Marcos Tambascia, professor de endocrinologia da Unicamp, devem haver outros aspectos que levam a essa epidemia, já que em outras doenças metabólicas, como hipertensão, não tem ocorrido esse aumento.
Ele diz que, no caso de pré-hipertensão, é indicado tratamento medicamentoso e, para o aumento de glicemia, mas ainda sem diagnóstico de diabetes, é proposto apenas mudança do estilo de vida, com pouco efeito clínico.
"Talvez seja necessário rever a conduta para o tratamento do aumento global da glicemia, já que esse fato aumenta consideravelmente o risco cardiovascular."
Envelhecimento e crescimento da população e aumento das taxas de obesidade levam à epidemia
MARIANA VERSOLATO DE SÃO PAULO - Folha SP
O número de adultos com diabetes no mundo mais que dobrou nas últimas três décadas, chegando a quase 350 milhões de pessoas.
A conclusão é de um estudo global publicado na prestigiosa revista médica "Lancet". Foram levantados dados de 199 países e territórios, de 1980 a 2008.
O número é bem maior do que o que constava em uma previsão publicada em 2009 no periódico "Diabetes Research and Clinical Practice", que estimava o número de diabéticos em 285 milhões.
As diferenças podem ser explicadas pelo maior número de estudos usados pela pesquisa do "Lancet" e pela diferença de metodologias.
O estudo foi conduzido por pesquisadores do Imperial College London e de Harvard, e teve apoio da Organização Mundial da Saúde.
Dos 347 milhões de pessoas no mundo que têm diabetes, 40% estão na China e na Índia, e outros 10%, nos Estados Unidos e na Rússia.
OBESIDADE
Grande parte desse aumento (70%), segundo a pesquisa, se deve ao crescimento e ao envelhecimento da população (o que aumenta o risco de diabetes).
Há também uma parcela de "culpa" no aumento mundial do IMC (Índice de Massa Corpórea), principalmente entre as mulheres, de acordo com a pesquisa.
Mas, segundo Marcos Tambascia, professor de endocrinologia da Unicamp, devem haver outros aspectos que levam a essa epidemia, já que em outras doenças metabólicas, como hipertensão, não tem ocorrido esse aumento.
Ele diz que, no caso de pré-hipertensão, é indicado tratamento medicamentoso e, para o aumento de glicemia, mas ainda sem diagnóstico de diabetes, é proposto apenas mudança do estilo de vida, com pouco efeito clínico.
"Talvez seja necessário rever a conduta para o tratamento do aumento global da glicemia, já que esse fato aumenta consideravelmente o risco cardiovascular."
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Obesidade na gestação
A obesidade é uma epidemia mundial e sua prevalência tem aumentado em todas as parcelas da população. Entre as mulheres em idade fértil (20 a 39 anos), 29% têm o índice de massa corpórea (IMC) acima de 30kg/m2.
A gestação está na lista dos fatores clássicos desencadeantes da obesidade, mas o início ou manutenção da obesidade nessa fase tem muitos riscos para a mãe e para o bebê.
Numa gestação normal, o ganho de peso ocorre devido a aumento de tecidos maternos e dos produtos da concepção, como descrito abaixo:
Produtos da concepção
De acordo com o peso pré-gestacional, é recomendado que a gestante ganhe peso como descrito a seguir:
Estado nutricional antes da gestação - IMC (kg/m2) Ganho de peso durante a gestação (Kg)
Baixo peso <18,5 12,5 – 18
Peso adequado 18,5-24,9 11 – 16
Sobrepeso 25,0-29,9 7 – 11,5
Obesidade ≥30,0 5 – 9
Fonte: Institute of Medicine (IOM-2009)
Mulheres que ganham peso dentro dos limites propostos têm menor chance de ter filhos muito pequenos ou muito grandes para idade gestacional. No entanto, cerca de 2/3 das mulheres ganham mais peso que o recomendado. Isso leva a complicações durante a gestação, além de contribuir para a retenção de peso pós-parto e, assim, para o desenvolvimento da obesidade e suas complicações ao longo da vida.
Efeito da Obesidade na Gestação
A incidência de Diabetes Melito gestacional (DMG) em gestantes obesas é três vezes maior que na população geral. O DMG é muio grave e pode ter consequências importantes para o feto, além de aumentar a chance da mãe desenvolver diabetes futuramente.
Gestantes obesas também estão expostas a maior risco de hipertensão, parto pós-termo e infecções do trato urinário durante e gestação.
Consequências da Obesidade no Recém-Nascido
A macrossomia fetal (fetos muito grandes, >4kg) é a complicação mais frequente em filhos de gestantes obesas.
Uma maior incidência de anomalias congênitas parece ocorrer em filhos de mulheres obesas, sendo as anomalias mais importantes os defeitos do tubo neural.
Cuide sempre da sua alimentação, principalmente durante a gestação. Esqueça a teoria de que a grávida deve comer por dois!!! Coma adequadamente e converse com seu obstetra. Se precisar, procure sempre um endocrinologista!
A gestação está na lista dos fatores clássicos desencadeantes da obesidade, mas o início ou manutenção da obesidade nessa fase tem muitos riscos para a mãe e para o bebê.
Numa gestação normal, o ganho de peso ocorre devido a aumento de tecidos maternos e dos produtos da concepção, como descrito abaixo:
Produtos da concepção
- Feto 2,7 Kg a 3,6 Kg
- Líquido aminiótico 0,9 Kg a 1,4 Kg
- Placenta 0,9 kg a 1,4 kg.
- Expansão do volume sanguíneo 1,6 kg a 1,8 kg.
- Expansão do líquido extracelular 0,9 kg a 1,4 kg.
- Crescimento do útero 1,4 kg a 1,8 kg.
- Aumento do volume de mamas 0,7 kg a 0,9 kg.
- Aumento dos depósitos maternos – tecido adiposo 3,6 kg a 4,5 kg.
De acordo com o peso pré-gestacional, é recomendado que a gestante ganhe peso como descrito a seguir:
Estado nutricional antes da gestação - IMC (kg/m2) Ganho de peso durante a gestação (Kg)
Baixo peso <18,5 12,5 – 18
Peso adequado 18,5-24,9 11 – 16
Sobrepeso 25,0-29,9 7 – 11,5
Obesidade ≥30,0 5 – 9
Fonte: Institute of Medicine (IOM-2009)
Mulheres que ganham peso dentro dos limites propostos têm menor chance de ter filhos muito pequenos ou muito grandes para idade gestacional. No entanto, cerca de 2/3 das mulheres ganham mais peso que o recomendado. Isso leva a complicações durante a gestação, além de contribuir para a retenção de peso pós-parto e, assim, para o desenvolvimento da obesidade e suas complicações ao longo da vida.
Efeito da Obesidade na Gestação
A incidência de Diabetes Melito gestacional (DMG) em gestantes obesas é três vezes maior que na população geral. O DMG é muio grave e pode ter consequências importantes para o feto, além de aumentar a chance da mãe desenvolver diabetes futuramente.
Gestantes obesas também estão expostas a maior risco de hipertensão, parto pós-termo e infecções do trato urinário durante e gestação.
Consequências da Obesidade no Recém-Nascido
A macrossomia fetal (fetos muito grandes, >4kg) é a complicação mais frequente em filhos de gestantes obesas.
Uma maior incidência de anomalias congênitas parece ocorrer em filhos de mulheres obesas, sendo as anomalias mais importantes os defeitos do tubo neural.
Cuide sempre da sua alimentação, principalmente durante a gestação. Esqueça a teoria de que a grávida deve comer por dois!!! Coma adequadamente e converse com seu obstetra. Se precisar, procure sempre um endocrinologista!
segunda-feira, 21 de março de 2011
O preconceito contra o obeso
Pacientes com diabetes melito e
hipertensão arterial terão direito a
receber alguns remédios de graça
no Brasil. Sem dúvida nenhuma, isso representa um grande avanço na
política de saúde do nosso país.
Coisa de Primeiro Mundo!Mas, ao mesmo tempo, a nossa Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) convoca uma consulta pública para, segundo ela, proibir a comercialização de medicamentos contra a obesidade que funcionam diminuindo o apetite.
Qual é a conexão entre as duas notícias? Simplesmente que o grande fator para hipertensão arterial e diabetes melito é o excesso de peso: mais de 80% dos hipertensos e mais de 90% dos indivíduos com diabetes do tipo 2, aquele que em geral aparece na idade adulta, e que como regra não necessita de insulina, têm excesso de peso.
A que se deve essa incoerência entre prestigiar os remédios contra as consequências (hipertensão e diabetes melito) e condenar os remédios que combatem as causas? Basicamente, a meu ver, é o preconceito contra os obesos, contra os remédios que podem tratá-los e contra os médicos que os tratam.
Venho convivendo com pacientes com excesso de peso há mais de 40 anos. Quando me formei, em 1966, não tinha tido uma única aula sobre obesidade. Só na década de 80 foi que, tendo ficando óbvio que o crescimento da obesidade vinha atingindo proporções epidêmicas, o mundo científico passou a atentar para a doença. Doença, sim!
Doença nas causas, pois é muito mais que falta de força de vontade, desleixo, falta de autoestima, etc., e sim resultado de vários fatores, desde alterações químicas no cérebro a defeitos no metabolismo energético, além de ser também causa de outras doenças (enumerá-las preencheria todo o texto...).
Não houve consideração com a sibutramina, medicamento usado há cerca de 15 anos, bastante útil em aproximadamente 50% dos casos e contraindicada para cerca de 10% dos pacientes obesos (portadores de hipertensão arterial não controlada, arritmia cardíaca, problemas coronarianos ou com história anterior de derrame cerebral. Tudo está na bula do remédio!).
O medicamento foi afastado do mercado na Europa e nos EUA. E, repito, para a maioria das pessoas, inclusive as que participam das agências reguladoras, a obesidade não é doença, é quadro psiquiátrico, não precisa de medicamentos e o problema é resolvido simplesmente com dieta e atividade física. Pura falácia!
No Hospital das Clínicas, onde contamos com um ambulatório pioneiro na América Latina, e no qual foram ou vêm sendo atendidos cerca de 10 mil pacientes, 90% deles tomam remédios. No geral, têm melhora acentuada de quadros.
Para qualquer doença, de qualquer especialidade, a tolerância com os remédios é muito maior. Por quê? Porque essas doenças são consideradas importantes. E obesidade, para boa parte das agências reguladoras, não é. Ou é, mas não necessita de medicamentos.
Enfim, militando há anos nessa área, sinto-me seguro em dizer que o obeso é discriminado e vítima de preconceitos, e que isso tem que mudar. Espero que o movimento intenso que todas as sociedades médicas vêm fazendo contra essa tentativa de abolição da sibutramina e dos anfetamínicos seja passo importante para essa mudança!
ALFREDO HALPERN é professor livre-docente de endocrinologia da Faculdade de Medicina da USP.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Pesquisadores criam índice para calcular obesidade
Novo método desenvolvido nos EUA mede percentual de gordura com mais precisão do que o IMC
RICARDO BONALUME NETO
DE SÃO PAULO
O Índice de Massa Corporal (IMC), usado para medir o grau de magreza ou obesidade de uma pessoa, tem quase 200 anos de idade e defeitos.
Oito pesquisadores liderados por Richard Bergman, da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, criaram "Um Índice Melhor de Adiposidade do Corpo". Esse é o título do artigo científico em que descrevem o método, na revista médica "Obesity".
O novo método chama-se Índice de Adiposidade Corporal (IAC) e usa uma equação e apenas duas medidas -a circunferência do quadril e a altura da pessoa- para chegar à porcentagem de gordura no corpo.
O método tradicional de calcular é obtido ao se dividir o peso da pessoa em quilos pelo quadrado de sua altura em metros. [veja ilustração]
O velho índice foi criado em 1832 pelo matemático e astrônomo belga Lambert Adolphe Jacques Quetelet (1796-1874). O Índice de Quetelet foi rebatizado de IMC em 1972, e depois adotado pela Organização Mundial de Saúde como um método simples de medir a obesidade.

SÓ PARA MAIORES O IMC é impreciso, pois não leva em conta o sexo ou a massa muscular (mulheres têm mais gordura; e músculos pesam mais que gordura). Também não é adequado para menores de 18 anos.
Saber a prevalência de obesidade em uma população é importante em termos de saúde pública. Trata-se de fator de risco para doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão e câncer.
Por exemplo: estudo com 24.508 pessoas de 45 a 79 anos, no Reino Unido, revelou que 1.708 homens e 892 mulheres desenvolveram doença coronária cerca de nove anos depois. Homens com as maiores cinturas em relação aos seus quadris tiveram 55% maior chance de desenvolver a doença; entre elas, o risco foi 91% maior.
Bergman e colegas testaram várias equações para checar qual corresponderia melhor à realidade. Eles tinham a porcentagem de gordura no corpo de duas populações estudadas antes, uma de 1.733 americanos descendentes de mexicanos, outra de 223 afro-americanos.
A gordura tinha sido medida por uma técnica de raio-X, a DXA (sigla em inglês para Absorciometria de Raios-x de Dupla Energia).
A fórmula conseguiu prever com precisão a gordura corporal nos casos acima de 20%; nos casos de gordura de 25% a 30%, a precisão foi total, erro de 0% na estimativa. Apenas nos casos de adiposidade abaixo de 10% a equação não foi tão precisa, indicando um erro de 17,4% a mais de gordura.
"O número de pessoas estudadas ainda é pequeno para generalizar para a população mundial", diz a brasileira Rosana Radominski, presidente da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica). "O percentual de gordura é muito relativo."
Entre o grupo de mexicanos-americanos, o porcentual de gordura medido pela técnica DXA variava de 8,7% a 61,2% da massa corporal. "Acima de 32% já há excesso, 60% vai ser sempre negativo", afirma Radominski.
Os extremos em saúde não costumam ser positivos. "Mas o porcentual pequeno de gordura em um atleta com massa muscular grande não é ruim", diz a médica; afinal, músculo pesa mais, e o atleta tem boa saúde geral.
Já em uma adolescente normal, esse mesmo porcentual de gordura pode significar que a garota está subnutrida e até incapaz de menstruar, com risco grave de desenvolver anorexia.
Os autores do estudo reconhecem que é preciso mais medidas e de diferentes populações para validar o novo índice.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Hipotireoidismo e Esporte
Por Pablo de Moraes
O hipotireoidismo foi o principal motivo dado pelo atacante Ronaldo para o encerramento de sua carreira de jogador de futebol. A coletiva de afastamento aconteceu no dia 14 de fevereiro e, nela, o esportista afirmou que estava acima do peso devido a disfunção na tireoide e que não tomava remédios para controla-la pelo fato do medicamento ser considerado dopping.
De acordo com a Dra. Laura S. Ward, vice-presidente do Departamento de Tireoide da SBEM, o jogador se equivocou ao dizer que está acima do peso por não tratar o hipotireoidismo. “Essa disfunção não engorda. O que engorda é comida. Por diminuir o metabolismo, ela pode ajudar a aumentar um pouco o peso porque o paciente gasta menos energia, mas se ele comer menos, não vai engordar. Pode acontecer, também, retenção de líquidos”, explica a especialista.
Em relação ao tratamento, a endocrinologista explica como ele deve ser feito. “Ele é realizado com a reposição do hormônio tireoidiano faltante. Administra-se a levotiroxina sintética, que é igualzinha à produzida pela tireoide. Este tratamento não é considerado dopping já que ele apenas substitui o que a glândula deixou de produzir. Aliás, o excesso de hormônio tireoidiano tem efeito deletério desempenho físico, pois diminui a força muscular”, completa.
O diagnóstico do hipotireoidismo é feito pela dosagem de TSH sérico, que se mostra elevado, enquanto o T4 livre confirma estar baixo. Os sintomas são inespecíficos. Num indivíduo jovem e um atleta, por exemplo, a diminuição de desempenho físico, lerdeza, menor capacidade de realizar esforços máximos, além dos clássicos prisão de ventre, diminuição de frequência cardíaca, lentidão de pensamentos e de reflexos podem ser considerados sinônimos.
http://www.endocrino.org.br/hipotireoidismo-e-esporte-ronaldo-fenomeno/
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Reductil É Retirado do Mercado
Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (http://www.endocrino.org.br/reductil-e-retirado-do-mercado/)
O laboratório Abbott, fabricante do medicamento Reductil (monidrato de Sibutramina), anunciou a suspensão da sua produção e venda no mercado brasileiro. O produto era um dos mais consumidos no Brasil para a perda de peso e um importante aliado no combate à obesidade. De acordo com o laboratório, a decisão foi tomada após um estudo internacional demonstrar que seu uso aumenta o risco de problemas cardíacos em pessoas propensas. A decisão se restringe, até o momento, a Abbott e remédios que utilizam a substância sibutramina continuam liberados pela Anvisa, mas a venda deve feita de maneira restrita, com receita especial. Na Europa e nos EUA, a substância é proibida.
De acordo com o Dr. Ricardo Meirelles, presidente da SBEM, a sibutramina é um dos poucos medicamentos existentes no mercado para tratamento da obesidade que, quando respeitadas as contra-indicações, é muito útil. "No meu entender a posição da Abbott foi uma decisão corporativa internacional, uma vez que a comercialização do produto já havia sido suspensa na Europa", afirma.
Em setembro desde ano, a SBEM e a ABESO enviaram um comunicado à Anvisa reiterando sua posição contra as restrições na comercialização de sibutramina.
Leia Mais
sábado, 28 de agosto de 2010
Metade do país pesa mais do que deveria
Saiu na Folha de São Paulo hoje, de novo, reportagem sobre o excesso de peso dos brasilieiros.
" Cinco em cada dez pessoas do país estão acima do peso, segundo IBGE. É mais que o dobro do registrado nos anos 70.
Se o ritmo for mantido, a proporção de obesos pode chegar a 2/3 da população, índice atual dos EUA.
O excesso de peso está se tornando a maior ameaça a saúde pública, superando o tabagismo. Os dois fatores são os que mais provocam mortes e doenças, mas, enquanto o fumo diminui, a gordura aumenta."
Você pode fazer alguma coisa para ajudar a melhorar essa estatística!!! Cuide da sua saúde, preste atenção na sua alimentação e oriente seus familiares!!!!
Leia os artigos completos nos links:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd2808201001.htm
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/789726-metade-dos-homens-esta-acima-do-peso-no-pais-mostra-pesquisa-nacional.shtml
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Saiu hoje na Folha de São Paulo!
Teens fazem mais cirurgias da obesidade
Adolescentes representam 5% das 30 mil reduções de estômago realizadas aqui; médicos divergem sobre indicação
Tendência é o aumento desse público, dizem especialistas; riscos do procedimento a longo prazo são ignorados
IARA BIDERMAN
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A indicação de cirurgia para obesidade em adolescentes está crescendo no Brasil, mas ainda está longe de ser consenso entre especialistas.
Cinco por cento dessas operações já são feitas em menores de 20 anos. Em 2009, foram realizadas 30 mil cirurgias bariátricas no país, segundo Thomas Szego, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.
Explicam essa alta tanto o aumento da obesidade na população quanto o aperfeiçoamento das técnicas que tornaram o método mais seguro, de acordo com Szego.
Como a legislação brasileira só permite a cirurgia a partir dos 16, esse número poderia ser ainda maior.
Para uma parte dos especialistas, aumentar as indicações é uma tendência.
"Vamos discutir as diretrizes no próximo encontro brasileiro de endocrinologia pediátrica", conta Paulo César Alves da Silva, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
Um dos pontos mais polêmicos sobre a cirurgia em menores de 20 anos é a falta de dados sobre os efeitos a longo prazo. "Isso a gente não sabe, mas sabemos dos riscos da obesidade. A cirurgia é uma opção que vale a pena", afirma Silva.
As normas brasileiras determinam que a cirurgia só pode ser feita em casos de Índice de Massa Corporal acima de 40 e com a presença de doenças associadas como diabetes, hipertensão etc.
A equipe médica e os pais ou responsáveis devem assinar um documento declarando que concordam com o procedimento.
Para Arthur Belarmino Garrido Jr., coordenador da Unidade de Cirurgia da Obesidade do Hospital das Clínicas de São Paulo, os riscos da cirurgia em adolescentes são similares aos dos adultos.
Porém, há médicos que apontam para características específicas dessa faixa etária que complicam o tratamento cirúrgico da obesidade.
DOENÇA CRÔNICA
"A pessoa ainda está em fase de crescimento e podemos estar trocando uma doença crônica [a obesidade] por outra [desnutrição], sem saber o que vai acontecer mais tarde", pondera Rosana Radominski, presidente da Abeso (Associação Brasileira para Estudos da Obesidade e da Síndrome Metabólica).
"Mutilar o aparelho digestivo em quem está em crescimento não é bom. Antes de partir para a cirurgia, eu tentaria o tratamento clínico para emagrecer pelo menos duas vezes", afirma o pediatria e nutrólogo Fábio Ancona Lopes, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
As questões psicológicas de uma operação que promove o emagrecimento ultrarrápido são ainda mais importantes na adolescência.
"Essa é a idade em que se manifestam vários distúrbios psiquiátricos, especialmente os transtornos alimentares. É perigoso reduzir o estômago se o problema de base não for tratado", analisa o psiquiatra Carlos Henrique Rodrigues dos Santos, do Grupo de Doenças Afetivas do Hospital das Clínicas de São Paulo.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd2807201001.htm
Adolescentes representam 5% das 30 mil reduções de estômago realizadas aqui; médicos divergem sobre indicação
Tendência é o aumento desse público, dizem especialistas; riscos do procedimento a longo prazo são ignorados
IARA BIDERMAN
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A indicação de cirurgia para obesidade em adolescentes está crescendo no Brasil, mas ainda está longe de ser consenso entre especialistas.
Cinco por cento dessas operações já são feitas em menores de 20 anos. Em 2009, foram realizadas 30 mil cirurgias bariátricas no país, segundo Thomas Szego, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.
Explicam essa alta tanto o aumento da obesidade na população quanto o aperfeiçoamento das técnicas que tornaram o método mais seguro, de acordo com Szego.
Como a legislação brasileira só permite a cirurgia a partir dos 16, esse número poderia ser ainda maior.
Para uma parte dos especialistas, aumentar as indicações é uma tendência.
"Vamos discutir as diretrizes no próximo encontro brasileiro de endocrinologia pediátrica", conta Paulo César Alves da Silva, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
Um dos pontos mais polêmicos sobre a cirurgia em menores de 20 anos é a falta de dados sobre os efeitos a longo prazo. "Isso a gente não sabe, mas sabemos dos riscos da obesidade. A cirurgia é uma opção que vale a pena", afirma Silva.
As normas brasileiras determinam que a cirurgia só pode ser feita em casos de Índice de Massa Corporal acima de 40 e com a presença de doenças associadas como diabetes, hipertensão etc.
A equipe médica e os pais ou responsáveis devem assinar um documento declarando que concordam com o procedimento.
Para Arthur Belarmino Garrido Jr., coordenador da Unidade de Cirurgia da Obesidade do Hospital das Clínicas de São Paulo, os riscos da cirurgia em adolescentes são similares aos dos adultos.
Porém, há médicos que apontam para características específicas dessa faixa etária que complicam o tratamento cirúrgico da obesidade.
DOENÇA CRÔNICA
"A pessoa ainda está em fase de crescimento e podemos estar trocando uma doença crônica [a obesidade] por outra [desnutrição], sem saber o que vai acontecer mais tarde", pondera Rosana Radominski, presidente da Abeso (Associação Brasileira para Estudos da Obesidade e da Síndrome Metabólica).
"Mutilar o aparelho digestivo em quem está em crescimento não é bom. Antes de partir para a cirurgia, eu tentaria o tratamento clínico para emagrecer pelo menos duas vezes", afirma o pediatria e nutrólogo Fábio Ancona Lopes, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
As questões psicológicas de uma operação que promove o emagrecimento ultrarrápido são ainda mais importantes na adolescência.
"Essa é a idade em que se manifestam vários distúrbios psiquiátricos, especialmente os transtornos alimentares. É perigoso reduzir o estômago se o problema de base não for tratado", analisa o psiquiatra Carlos Henrique Rodrigues dos Santos, do Grupo de Doenças Afetivas do Hospital das Clínicas de São Paulo.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd2807201001.htm
sábado, 24 de julho de 2010
Cirurgia bariátrica: é a solução??
A obesidade é uma epidemia mundial. No Brasil, de 2006 a 2009, a proporção de pessoas acima do peso subiu de 42,7% para 46,6% e o percentual de obesos cresceu de 11,4% para 13,9%. Mesmo em crianças os números assustam – um estudo recente em Franca (SP) revelou que 15% das crianças de 7 a 10 anos já estão acima do peso.
E o tratamento da obesidade não é fácil. A reeducação alimentar e a prática de atividade física exigem esforço contínuo, muitas vezes com resultados desanimadores. Muitos pacientes precisam de medicamentos para conseguir manter um peso saudável, mas, para uma boa parte dos obesos, as tentativas são sempre fracassadas...
Nesses casos, a cirurgia bariátrica (“cirurgia de redução do estômago”) é a melhor opção??
Em pacientes com IMC (índice de massa corpórea = peso/ altura ao quadrado) maior ou igual a 40kg/m2, os inúmeros tratamentos e a oscilação de peso, além do potencial genético, agravam o quadro clínico. A morbidade associada à obesidade grau III (hipertensão arterial, doenças articulares, alteração do colesterol, diabetes, disfunções respiratórias, etc.), gerou o termo “obesidade mórbida”, que deve ser abandonado. Sem qualidade de vida e com extrema instabilidade emocional, surge a busca por um tratamento mais eficiente, a cirurgia.
Existem várias técnicas para essa cirurgia, mas a mais comum é a de Capella. Essa cirurgia restringe um pedaço do estômago e muda a ligação com o intestino. Além da restrição por diminuição do volume do estômago, ocorre uma pequena alteração da absorção dos alimentos, porque eles deixam de passar pela primeira parte do intestino delgado.
Essa é uma cirurgia de grande porte, que deve ser muito bem indicada e acompanhada posteriormente. É indicada para pacientes com o IMC maior que 40kg/m2 ou maior que 35kg/m2 com complicações como diabetes, hipertensão arterial, apnéia do sono, doenças articulares, etc. Os pacientes têm que já ter tentado tratamento com mudanças de estilo de vida e medicamentos, a cirurgia nunca é a primeira opção. E há algumas contra-indicações, como cirrose hepática, doenças renais, psiquiátricas, vícios (drogas, alcoolismo), etc
Todos os pacientes devem fazer uma avaliação pré-operatória com psicólogo e nutricionista, e o ideal seria que mantivessem o acompanhamento mesmo após a cirurgia, para evitar recaídas.
A perda de peso é rápida, logo que o paciente sai do hospital. A alimentação deve ser bem restritiva no início, pois o estômago restante é extremamente pequeno (~20ml!). E o importante é reaprender a comer, para manter sempre uma alimentação saudável. Mesmo pacientes com estômago tão pequeno podem aprender a comer coisas extremamente calóricas, como leite condensado e milk-shake, e uma boa parte dos pacientes volta a ganhar peso... Já existem pacientes fazendo a cirurgia pela segunda vez!
O maior problema da cirurgia, a longo prazo, é a desnutrição. A absorção de nutrientes fica muito prejudicada, portanto os pacientes devem fazer sempre reposição de vitaminas, como ferro, vitamina D, cálcio, vitamina B12 e outras se necessário.
Portanto, para qualquer tipo de tratamento para a obesidade, as mudanças de estilo de vida são essenciais. Não é possível se manter magro e saudável sem aprender a se alimentar e fazer atividade física regular, mesmo se seu estômago for muito pequeno! O apoio profissional é sempre importante, mas o sucesso depende, principalmente, da participação efetiva do paciente!
Para saber mais, entre em www.endocrino.org.br/cirurgia-bariatrica-mitos-e-verdades
E o tratamento da obesidade não é fácil. A reeducação alimentar e a prática de atividade física exigem esforço contínuo, muitas vezes com resultados desanimadores. Muitos pacientes precisam de medicamentos para conseguir manter um peso saudável, mas, para uma boa parte dos obesos, as tentativas são sempre fracassadas...
Nesses casos, a cirurgia bariátrica (“cirurgia de redução do estômago”) é a melhor opção??
Em pacientes com IMC (índice de massa corpórea = peso/ altura ao quadrado) maior ou igual a 40kg/m2, os inúmeros tratamentos e a oscilação de peso, além do potencial genético, agravam o quadro clínico. A morbidade associada à obesidade grau III (hipertensão arterial, doenças articulares, alteração do colesterol, diabetes, disfunções respiratórias, etc.), gerou o termo “obesidade mórbida”, que deve ser abandonado. Sem qualidade de vida e com extrema instabilidade emocional, surge a busca por um tratamento mais eficiente, a cirurgia.
Existem várias técnicas para essa cirurgia, mas a mais comum é a de Capella. Essa cirurgia restringe um pedaço do estômago e muda a ligação com o intestino. Além da restrição por diminuição do volume do estômago, ocorre uma pequena alteração da absorção dos alimentos, porque eles deixam de passar pela primeira parte do intestino delgado.
Essa é uma cirurgia de grande porte, que deve ser muito bem indicada e acompanhada posteriormente. É indicada para pacientes com o IMC maior que 40kg/m2 ou maior que 35kg/m2 com complicações como diabetes, hipertensão arterial, apnéia do sono, doenças articulares, etc. Os pacientes têm que já ter tentado tratamento com mudanças de estilo de vida e medicamentos, a cirurgia nunca é a primeira opção. E há algumas contra-indicações, como cirrose hepática, doenças renais, psiquiátricas, vícios (drogas, alcoolismo), etc
Todos os pacientes devem fazer uma avaliação pré-operatória com psicólogo e nutricionista, e o ideal seria que mantivessem o acompanhamento mesmo após a cirurgia, para evitar recaídas.
A perda de peso é rápida, logo que o paciente sai do hospital. A alimentação deve ser bem restritiva no início, pois o estômago restante é extremamente pequeno (~20ml!). E o importante é reaprender a comer, para manter sempre uma alimentação saudável. Mesmo pacientes com estômago tão pequeno podem aprender a comer coisas extremamente calóricas, como leite condensado e milk-shake, e uma boa parte dos pacientes volta a ganhar peso... Já existem pacientes fazendo a cirurgia pela segunda vez!
O maior problema da cirurgia, a longo prazo, é a desnutrição. A absorção de nutrientes fica muito prejudicada, portanto os pacientes devem fazer sempre reposição de vitaminas, como ferro, vitamina D, cálcio, vitamina B12 e outras se necessário.
Portanto, para qualquer tipo de tratamento para a obesidade, as mudanças de estilo de vida são essenciais. Não é possível se manter magro e saudável sem aprender a se alimentar e fazer atividade física regular, mesmo se seu estômago for muito pequeno! O apoio profissional é sempre importante, mas o sucesso depende, principalmente, da participação efetiva do paciente!
Para saber mais, entre em www.endocrino.org.br/cirurgia-bariatrica-mitos-e-verdades
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Apneia x Hipertensão
Baseado em publicação da Sociedade Brasilieria de Endocrinologia e Metabologia (http://www.endocrino.org.br)
Um grupo de pesquisadores da Escola Paulista de Medicina chegou à conclusão de que quem sofre com apneia do sono tem grandes chances de se tornar um hipertenso no futuro. O estudo foi feito com 1042 pessoas, todas residentes em São Paulo. Através da polissonografia, um exame para a medição do sono e de suas variáveis fisiológicas, foi constatado que 38% delas eram apneicas. Destas, cerca de 50% tinham pressão alta.
De acordo com os estudiosos, quem sofre de apneia tem um grande estresse durante o sono e não consegue oxigenar bem os tecidos do organismo. A interrupção da respiração
leva a uma queda da oxigenação, ao aumento do gás carbônico e ao curto
despertar do sono para retomar a respiração. Todos esses fatores em
conjunto levam à ativação do sistema simpático, que causa hipertensão.
Ainda segundo os pesquisadores, as consequências da hipertensão são graves e podem causar no apneico problemas como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal. A apneia é tida, ainda, como uma das causas de morte súbita durante o sono.
Ainda segundo os pesquisadores, as consequências da hipertensão são graves e podem causar no apneico problemas como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal. A apneia é tida, ainda, como uma das causas de morte súbita durante o sono.
Causas da Apneia do Sono
A apneia do sono ocorre quando o ar suficiente não consegue ir até os pulmões quando se está dormindo. Tal situação ocorrer por vários fatores: os músculos da garganta e língua relaxam mais do que o normal, as amídalas e adenóides são grandes, a pessoa está acima do peso (o excesso de tecido mole na garganta dificulta mantê-la aberta), ou o formato da cabeça e pescoço resulta em menor espaço para passagem de ar na boca e garganta.
Sintomas
Ronco e sonolência diurna são considerados os principais sintomas da apneia do sono, embora muitos pacientes não os percebam. A sonolência diurna é explicada pelas interrupções do sono causadas pela falta de oxigênio.
São considerados sintomas da apneia: acordar com sensação de sufocamento, ofegante, com dor no peito ou desconforto, confuso ou com dor de cabeça; sentir boca seca ou dor de garganta pela manhã; alterações na personalidade; dificuldade de concentração; impotência sexual; e irritabilidade.
Muitas vezes, o paciente não sabe que ronca ou que tem apneia, o parceiro é que deve informá-lo...
Tratamento
Mudanças nos hábitos de vida podem contribuir muito com a melhora da apneia do sono. Perder peso, fumo 4 horas antes de deitar e elevar a cabeceira da cama entre 15cm e 20cm são algumas medidas simples que podem evitar problemas futuros. evitar o consumo de bebidas alcoólicas, dormir de lado, evitar consumo de comidas pesadas antes de dormir, evitar o
Tratamento
Mudanças nos hábitos de vida podem contribuir muito com a melhora da apneia do sono. Perder peso, fumo 4 horas antes de deitar e elevar a cabeceira da cama entre 15cm e 20cm são algumas medidas simples que podem evitar problemas futuros. evitar o consumo de bebidas alcoólicas, dormir de lado, evitar consumo de comidas pesadas antes de dormir, evitar o
A apneia é uma doença que dever ser tratada em conjunto pelo Otorrinolaringologista, Endocrinologista e Cardiologista. Se você ou seu parceiro têm esse problema, procure um especialista!
Dúvidas em relação à Sibutramina
A Sibutramina é um dos medicamentos mais utilizados no combate à obesidade. É um medicamento de ação complexa, age em substâncias produzidas pelos sistema nervoso central (serotonina e noradrenalina) para auxiliar no controle da saciedade e ansiedade e no aumento do gasto energético do organismo.
O ponto principal do uso de Sibutramina é saber que ela tem indicações bem definidas e que ela não consegue ser eficaz se for a única medida no controle do peso. O tratamento da obesidade SEMPRE se baseia, inicialmente, em melhora da alimentação e atividade física. O medicamento é indicado como medida auxiliar para pacientes já obesos (IMC > ou = 30) ou com sobrepeso (IMC > ou = 25), com complicações decorrentes do excesso de peso.
Recentemente, muito se falou da Sibutramina, devido à suspensão de seu uso na Europa e controle mais rigoroso aqui no Brasil.
Justamente por sua ação na noradrenalina, que é uma substância estimuladora no nosso organismo, alguns efeitos colaterais desse medicamento podem ser: aumento da frequência cardíaca, aumento discreto da pressão arterial, dores de cabeça, agitação, nervosismo, tremores. Sabendo-se disso, esse medicamento já era previamente contra-indicado para pacientes com histórico de doenças cardiovasculares, como arritmia, doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca. Para pacientes não portadores dessas doenças, a Sibutramina NÃO aumenta o risco delas ocorrerem.
Um estudo recente realizado na Europa avaliou o uso da Sibutramina justamente nesses pacientes com doenças cardiovasculares. A conclusão foi a esperada: o medicamento é, realmente, contra-indicado nesses casos.
Portanto, a suspensão da Sibutramina na Europa foi uma medida desnecessária, e já se fala em autorizar novamente o seu uso. No Brasil, o controle apenas ficou mais rigoroso, o que ajuda, também, a coibir seu uso para pacientes que não necessitam da medicação.
Outros efeitos colaterais comuns com o uso da Sibutramina são: boca seca, obstipação intestinal, náuseas, insônia ou sono excessivo, labilidade emocional, etc.
O ponto principal do uso de Sibutramina é saber que ela tem indicações bem definidas e que ela não consegue ser eficaz se for a única medida no controle do peso. O tratamento da obesidade SEMPRE se baseia, inicialmente, em melhora da alimentação e atividade física. O medicamento é indicado como medida auxiliar para pacientes já obesos (IMC > ou = 30) ou com sobrepeso (IMC > ou = 25), com complicações decorrentes do excesso de peso.
Recentemente, muito se falou da Sibutramina, devido à suspensão de seu uso na Europa e controle mais rigoroso aqui no Brasil.
Justamente por sua ação na noradrenalina, que é uma substância estimuladora no nosso organismo, alguns efeitos colaterais desse medicamento podem ser: aumento da frequência cardíaca, aumento discreto da pressão arterial, dores de cabeça, agitação, nervosismo, tremores. Sabendo-se disso, esse medicamento já era previamente contra-indicado para pacientes com histórico de doenças cardiovasculares, como arritmia, doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca. Para pacientes não portadores dessas doenças, a Sibutramina NÃO aumenta o risco delas ocorrerem.
Um estudo recente realizado na Europa avaliou o uso da Sibutramina justamente nesses pacientes com doenças cardiovasculares. A conclusão foi a esperada: o medicamento é, realmente, contra-indicado nesses casos.
Portanto, a suspensão da Sibutramina na Europa foi uma medida desnecessária, e já se fala em autorizar novamente o seu uso. No Brasil, o controle apenas ficou mais rigoroso, o que ajuda, também, a coibir seu uso para pacientes que não necessitam da medicação.
Outros efeitos colaterais comuns com o uso da Sibutramina são: boca seca, obstipação intestinal, náuseas, insônia ou sono excessivo, labilidade emocional, etc.
A Sibutramina é um medicamento seguro no controle da obesidade, desde que usado com indicações corretas, com acompanhamento médico e, sempre, acompanhando reeducação alimentar e atividade física!
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