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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Dicas para diabéticos 12

O que fazer quando o indivíduo diabético ingere bebida alcoólica?

Bebidas alcoólicas podem alterar as taxas de açúcar no sangue, podendo tanto elevar a glicemia quanto abaixá-la, causando hipoglicemia.


Mesmo em indivíduos não diabéticos, o álcool pode causar alterações no metabolismo. Após a ingestão de bebidas alcoólicas, o organismo direciona a digestão preferencialmente para as partículas do álcool. Ou seja, o álcool é usado para gerar energia e calor para o corpo, mas o resto dos nutrientes circulantes não é necessário para gerar energia e é metabolizado em gordura, acumulando no tecido adiposo.

Se a pessoa se alimentou há pouco tempo ou come enquanto está bebendo, esses alimentos circulantes mantém a glicemia elevada e vão ser transformados em gordura posteriormente, principalmente os "petiscos" gordurosos que acompanham a bebida alcoólica. Se a pessoa está em jejum, o álcool rapidamente sai da corrente sanguínea para ser metabolizado e o nível da glicemia cai, levando à hipoglicemia, mesmo em indivíduos não diabéticos.

Quando um indivíduo diabético beber, deve fazê-lo com moderação (assim como qualquer outra pessoa...). Se beber cervjea, não deve exagerar na comida, pois esta bebida tende a aumentar mais as taxas de glicemia que o vinho. No caso de bebidas destiladas, como vodka, pinga, uísque ou rum, nunca deve ficar de estômago vazio, pois a hipoglicemia pode ser grave!

Além disso, o álcool leva ao ganho de peso, o que piora o controle do diabetes.

O vinho em pequenas quantidades pode ser permitido ao indivíduo diabético.

Mas, lembre-se, beba sempre com moderação e converse com seu endocrinologista sobre esse assunto!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Síndrome de Ovários Policísticos

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma doença endocrinológica caracterizada pelo aumento da produção de hormônios masculinos nas mulheres.

Para o diagnóstico da SOP, devem estar presentes, pelo menos, dois dos seguintes componentes:
- irregularidade menstrual - ausência de menstruação por mais de dois meses (excluída gestação) ou ciclos com duração variável
- sinais de aumento dos hormônios masculinos - aumento dos pêlos em locais não usuais (por exemplo, bigode, seios, barriga, queixo), acne, queda de cabelo; ou aumento dos hormônios masculinos em exames de sangue (testosterona, DHEAs, androstenediona)
- ultrassom dos ovários com ovários aumentados ou com muitos cistos pequenos e na periferia dos ovários


A SOP acomete de 5% a 10% da população feminina em idade fértil, sendo responsável por 85% dos casos de irregularidade menstrual em jovens.

Em geral, essas mulheres têm dificuldade em perder peso e resistência à insulina. A resistência à insulina parece ser a causa de toda a síndrome e, em consequência, grande parte das pacientes pode desenvolver diabetes no futuro. Essas mulheres também podem apresentar infertilidade e câncer de endométrio (parte interna do útero), além de aumento do colesterol e maior risco de eventos cardiovasculares (infarto, derrame), em relação a mulheres com mesmo IMC (índice de massa corpórea), mas sem SOP.

O tratamento da SOP começa pela melhora do estilo de vida e perda de peso, com reeducação alimentar e atividade física. Só a mudança no estilo de vida já pode melhorar a infertilidade e diminuir o risco de diabetes, mesmo antes da perda de peso.

Dentre as opções medicamentosas, os anticoncepcionais orais têm sido muito utilizados e são seguros e eficazes para a maioria das mulheres. Por ser uma síndrome, com vários sintomas, o tratamento deve englobar diversos medicamentos, como hipoglicemiantes orais (nos casos de resistência grave à insulina), estimulantes da menstruação, acompanhamento da infertilidade, cosméticos conta a acne e terapias para o controle do estresse e ansiedade.

Segundo o Projeto Diretrizes da AMB, a perda de peso resultante das mudanças no estilo de vida “favorecerá a queda dos androgênios circulantes, melhorando o perfil lipídico e diminuindo a resistência periférica à insulina; dessa forma, contribuirá para o decréscimo no risco de aterosclerose, diabetes e regularização da função ovulatória. A prescrição de contraceptivos hormonais orais de baixa dose, por sua vez, propiciará o controle da irregularidade menstrual e redução do risco de câncer endometrial”

Apesar de ser comum, a Síndrome dos Ovários Policísticos manifesta-se de diferentes formas nas mulheres e, por este motivo, seu tratamento deve ser individualizado. Até o momento não foi descoberta a cura para a SOP, entretanto, com o controle dos sintomas, é possível prevenir os problemas associados. Em casos de suspeita de SOP, procure o seu endocrinologista.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Exercício e alimentação adequada podem prevenir o diabetes

O diabetes se caracteriza pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina. O diabetes tipo 1 é resultante da destruição autoimune das células produtoras de insulina. O diagnóstico desse tipo de diabetes acontece, em geral, durante a infância e a adolescência, mas pode também ocorrer em outras faixas etárias.

Já no diabetes tipo 2, o pâncreas produz insulina, mas há incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. Esse tipo de diabetes é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, acima do peso, sedentárias, sem hábitos saudáveis de alimentação, mas também pode ocorrer em jovens.

Confira 10 coisas que você precisa saber sobre os dois tipos mais comuns de diabetes:

1. No tratamento do diabetes, o ideal é que a glicose fique entre 70 e 100mg/dL.  A partir de 100mg/dL  em jejum ou 140mg/dL duas horas após as refeições, considera-se hiperglicemia e, abaixo de 70mg/dL, hipoglicemia. Se a glicose permanecer alta demais por muito tempo, haverá mais possibilidade de complicações de curto e longo prazo. A hipoglicemia pode causar sintomas indesejáveis e com complicações que merecem atenção.

2. Tanto insulina, quanto medicação oral podem ser usadas para o tratamento do diabetes. A insulina é sempre usada no tratamento de pacientes com diabetes tipo 1, mas também pode ser usada em diabetes gestacional e diabetes tipo 2 (quando o pâncreas começa a não produzir mais insulina em quantidade suficiente).  A medicação oral é usada no tratamento de diabetes tipo 2 e, dependendo do princípio ativo, tem o papel de diminuir a resistência à insulina ou de estimular o pâncreas a produzir mais desse hormônio.

3. A prática de exercícios pode ajudar a controlar a glicemia e a perder gordura corporal, além de aliviar o estresse. Por isso, pessoas com diabetes devem escolher alguma atividade física e praticar com regularidade, sob orientação médica e de um profissional de educação física.

4. A contagem de carboidratos se mostra muito benéfica para quem tem diabetes. Os carboidratos têm o maior efeito direto nos níveis de glicose, e esse instrumento permite mais variabilidade e flexibilidade na alimentação, principalmente para quem usa insulina, pois a dose irá variar conforme a quantidade de carboidratos. Isso acaba com a rigidez no tratamento de antigamente, quando as doses de insulina eram fixas, e a alimentação também devia ser. É importante ter a orientação de um nutricionista.

5. As tecnologias têm ajudado no tratamento do diabetes. Os aparelhos vão desde os glicosímetros (usados para medir a glicose no sangue) até bombas de infusão de insulina e sensores contínuos de monitorização da glicose.

6. Se o diabetes não for tratado de forma adequada, podem surgir complicações, como retinopatia, nefropatia, neuropatia, pé diabético, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, entre outros. Se o paciente já estiver com diagnóstico de complicação crônica, há tratamentos específicos para ajudar a levar uma vida normal.

7. A educação em diabetes é muito importante para o tratamento. Não só o paciente precisa ser educado, mas também seus familiares e as pessoas que convivem com ele. Assim, o paciente pode ter o auxílio e o suporte necessários para um bom tratamento e tomar as decisões mais adequadas com base em conhecimento.

8. Muitos casos de diabetes tipo 2 podem ser evitados quando se está dentro do peso normal, com hábitos alimentares saudáveis e com prática regular de atividade física.

9. O fator hereditário é mais determinante no diabetes tipo 2.  Ainda se estuda o que desencadeia o diabetes tipo 1 e, por enquanto, as infecções, principalmente virais, parecem ser as maiores responsáveis pelo desencadeamento do processo autoimune. No tipo 2, os casos repetidos de diabetes em uma mesma família são comuns, enquanto a recorrência familiar do diabetes tipo 1 é muito pouco freqüente.

10. Ainda não há cura para o diabetes. Porém, estão sendo realizados estudos que, no futuro, podem levar à cura. Para o diabetes tipo 1, está sendo estudada a terapia com células-tronco em pacientes recém-diagnosticados. Já para o diabetes tipo 2, os estudos com a cirurgia de redução de estômago (gastroplastia) têm mostrado aparentes bons resultados, mesmo em pacientes que não estão acima do peso. Salienta-se que esses métodos ainda são absolutamente experimentais. 


Artigo do site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Dicas para diabéticos 10

Quando for fazer exames de sangue

Frequentemente, as pessoas com diabetes necessitam colher exames em laboratório, e ficam em dúvida se tomam a medicação via oral ou aplicam a insulina no dia da coleta.

O que fazer

1. Para aquelas pessoas que estão tomando só comprimidos para o diabetes: deixe para tomá-los após colher o exame e tomar o café da manhã

2. Para aqueles que usam insulina: aplicar apenas após a coleta do sangue e tomar o café da manhã, para evitar a hipoglicemia

A maior parte dos exames de laboratório não necessita de 12 horas de jejum, como recomendado pelos laboratórios. Somente a dosagem de colesterol e triglicerídeos tem essa exigência. A maioria dos outros exames necessita de 8 horas de jejum.
Se tiver que ficar mais tempo em jejum, dose a glicemia antes de sair para o laboratório. Se estiver abaixo de 90, deixe para colher em outro dia. Você ainda vai ficar muito tempo sem se alimentar, e a glicemia corre o risco de cair mais e chegar a hipoglicemia (< 60mg/dl).
Leve sempre algo para comer quando sair para o laboratório. Se você tiver sintomas de hipoglicemia, mesmo que leves, alimente-se e deixe para colher o exame em outro dia.

Cuidado com a hipoglicemia, ela pode ser mais grave que a glicemia elevada. Aprenda a reconhecer os sintomas e como revertê-la - clique aqui

segunda-feira, 27 de junho de 2011

População com diabetes mais que dobra em 30 anos

Estudo com dados de 199 países e territórios mostra que mundo tem hoje cerca de 350 milhões de diabéticos

Envelhecimento e crescimento da população e aumento das taxas de obesidade levam à epidemia
MARIANA VERSOLATO DE SÃO PAULO - Folha SP

O número de adultos com diabetes no mundo mais que dobrou nas últimas três décadas, chegando a quase 350 milhões de pessoas.
A conclusão é de um estudo global publicado na prestigiosa revista médica "Lancet". Foram levantados dados de 199 países e territórios, de 1980 a 2008.
O número é bem maior do que o que constava em uma previsão publicada em 2009 no periódico "Diabetes Research and Clinical Practice", que estimava o número de diabéticos em 285 milhões.
As diferenças podem ser explicadas pelo maior número de estudos usados pela pesquisa do "Lancet" e pela diferença de metodologias.
O estudo foi conduzido por pesquisadores do Imperial College London e de Harvard, e teve apoio da Organização Mundial da Saúde.
Dos 347 milhões de pessoas no mundo que têm diabetes, 40% estão na China e na Índia, e outros 10%, nos Estados Unidos e na Rússia.

OBESIDADE
Grande parte desse aumento (70%), segundo a pesquisa, se deve ao crescimento e ao envelhecimento da população (o que aumenta o risco de diabetes).
Há também uma parcela de "culpa" no aumento mundial do IMC (Índice de Massa Corpórea), principalmente entre as mulheres, de acordo com a pesquisa.
Mas, segundo Marcos Tambascia, professor de endocrinologia da Unicamp, devem haver outros aspectos que levam a essa epidemia, já que em outras doenças metabólicas, como hipertensão, não tem ocorrido esse aumento.
Ele diz que, no caso de pré-hipertensão, é indicado tratamento medicamentoso e, para o aumento de glicemia, mas ainda sem diagnóstico de diabetes, é proposto apenas mudança do estilo de vida, com pouco efeito clínico.
"Talvez seja necessário rever a conduta para o tratamento do aumento global da glicemia, já que esse fato aumenta consideravelmente o risco cardiovascular."

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Dráuzio Varella explica tudo sobre a alimentação no diabetes

Muitas vezes nesse blog, já foi mencionado o quanto é importante a alimentação no diabetes. Comer direito faz parte do tratamento, é como se fosse parte da medicação. Isso vale tanto para diabetes tipo 1, quanto para o tipo 2.

Mas, infelizmente, a minoria dos pacientes diabéticos se convence disso... Não importa o quanto o médico explique, isso depende do paciente.

Então, para que fique ainda mais clara essa importância, acesse o link abaixo e assista a reportagem do Dr Dráuzio Varella no Fantástico de ontem:
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1661427-15607-428,00.html


Cuide de você!!! Coma direito se você tem diabetes e, mais importante, coma direito para não ter diabetes!!! Converse com seu endocrinologista!!!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Diabetes é doença grave, sim!!

Se você ainda acha que diabetes é uma doença como outra qualquer, acesse o link abaixo e assita a reportagem do médico Dráuzio Varella no Fantástico de ontem.

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1660058-15605,00.html

Diabetes traz muito mais complicações do que a maior parte da população pensa. Não deixe a sua doença ou de seus conhecidos chegar a esse ponto!! Procure um endocrinologista o quanto antes!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Dicas para diabéticos 8

Quando for viajar

Em viagens, é frequente que o controle do diabetes fique alterado, devido à mudança de horários. As modificações em sua rotina exigem revisão no esquema de horários de alimentação e medicação.

O que fazer
Tente manter seus horários o mais próximo possível dos seus horários habituais.
Se estiver usando insulina NPH ou misturas 75/25 ou 70/30 e for levantar muito tarde, acorde no horário habitual, aplique a insulina, tome o café da manhã e volte a dormir.
Se estiver usando insulinas de ação prolongada (Detemir ou Glargina), você pode aplicar a insulina no horário habitual, dormir de novo e deixar para tomar o café da manhã mais tarde.

Se não puder fazer uma refeição normal, coma um sanduíche ou duas frutas e um copo de leite. Nunca fique muito tempo sem se alimentar se você usa insulina.

Como transportar a insulina
A insulina que está em uso não necessita refrigeração. As que não estão sendo usadas devem ser carregadas em bolsas térmicas, com gelo reciclável. Evite o contato direto do gelo com os frascos de insulina.
Não deixe os frascos de insulina em lugares muito quentes (por exemplo, no porta-luvas do carro) ou expostos diretamente ao sol.

Leve sempre o dobro de insulina que você usará, assim, se perder ou quebrar um frasco, você terá suficiente.

Os fabricantes recomendam que as insulinas que ficam fora da geladeira não devem ser usadas por mais de 4 semanas.

Sempre converse com seu endocrinologista para ajustar seu tratamento adequadamente!





quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Dicas para diabéticos 6

Quando precisar tomar outros medicamentos

Os pacientes diabéticos, em geral, têm muito receio de tomar outros medicamentos além dos usuais para o próprio diabetes. Mas, de vez em quando, é preciso usar um antibiótico ou anti-inflamatório, por exemplo, por algum outro problema de saúde.

É importante sempre lembrar de dizer ao médico que está te antendendo que você é diabético. Peça instruções de como controlar seu diabetes se precisar tomar medicamentos que aumentem a glicemia e tome de acordo com a prescrição. Nunca tome medicamentos por conta própria!

  • Medicamentos que contenham corticóides podem aumentar muito a glicemia e devem ser tomados com orientação médica e com medidas frequentes da glicemia capilar. Corticóides injetáveis tem um efeito ainda mais prolongado, por vários dias, podendo manter a glicemia elevada por mais tempo.
  • Anti-inflamatórios são prejudiciais para o rim, portanto devem ser usados com muito cuidado. Pacientes diabéticos têm mais predisposição para problemas renais.
  • Alguns xaropes podem conter açúcar na composição, contribuindo, também, para aumentar a glicemia.

Mas lembre-se: a própria infecção ou inflamação aumenta muito a glicemia, piorando o controle do diabetes! Então, o uso desses medicamentos é necessário, desde que com orientação médica.
Não deixe que um outro problema de saúde atrapalhe seu controle do diabetes, procure sempre seu endocrinologista!!

domingo, 14 de novembro de 2010

14 de Novembro - Dia Mundial do Diabetes


O Dia Mundial do Diabetes é representado por um círculo azul. Em várias culturas, o círculo simboliza a vida, a mãe terra, a saúde e a união. O azul representa o céu e é a mesma cor da bandeira das Nações Unidas, que representa também a união entre os países.

O tema do Dia Mundial do Diabetes, entre 2009 e 2013 é “Diabetes: Educar para Prevenir”. O objetivo é chamar a atenção de quem está envolvido direta ou indiretamente nos cuidados com diabetes.

Saiba mais sobre o diabetes acessando o link:
http://www.diamundialdodiabetes.org.br/

Para assistir o vídeo sobre esse dia especial, com a cantora Paula Toller, acesse:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=4Q1zShMhFjM

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Dicas para diabéticos 4

Alterações da glicemia no período menstrual

Nas mulheres com diabetes, o período pré-menstrual e/ou menstrual pode aumentar a glicemia. As mulheres que usam insulina, geralmente, necessitam de uma maior dose nesse período.

O que fazer?
Nessa época do ciclo menstrual, faça o teste da glicemia capilar com o glicosímetro e compare com os outros dias do ciclo.
O ideal é fazer o teste no mínimo duas vezes ao dia (em jejum e antes do almoço ou jantar). Se estiver usando insulina, é recomendável fazer antes e duas horas após as refeições.

Se você já usa insulina, pode ser necessário ajustar a dose nesse período.
Se você usa apenas comprimidos hipoglicemiantes, deve seguir uma dieta mais rigorosa nessa fase. Se isso não for suficiente para manter a glicemia nos valores ideais, converse com seu médico para avaliar mudanças necessárias.

O ciclo menstrual pode alterar o dia a dia de qualquer mulher. Não deixe que isso atrapalhe o controle do seu diabetes!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dicas para diabéticos 3

O que fazer em caso de  hipoglicemia

Os pacientes diabéticos são mais susceptíveis à hipoglicemia, principalmente aqueles em uso de insulina.
Os sintomas são os mesmos da hipoglicemia em pacientes não diabéticos - tremores, fraqueza, fome, suor frio, sonolência, confusão mental, desmaios (ver post sobre Hipoglicemia).

É importantíssimo saber reconhecer os sintomas de hipoglicemia, para tratá-la o mais rápido possível e evitar complicações graves, como crises convulsivas ou coma.


Se o paciente estiver acordado:
      - tomar um copo de suco de fruta com açúcar, uma lata de refrigerante não dietético, chupar duas a quatro balas não dietéticas ou um copo de água com açúcar


Se o paciente estiver desacordado:
      - colocar açúcar ou mel (uma colher de sopa cheia) entre a bochecha e os dentes; massagear a bochecha, para aumentar a saliva e derreter o açúcar ou mel, e acelerar a absorção
      - NÃO dar líquidos, pois o paciente pode engasgar e aspirar o líquido
      - quando a pessoa começar a acordar, dar suco, refrigerante ou balas não dietéticos
      - se a pessoa não responder ou estiver em coma profundo, aplicar uma ampola de Glucagon intramuscular ou subcutânea; quando acordar, dar suco, refrigerante ou balas não dietéticos

                ** todos os familiares ou amigos próximos de pacientes diabéticos usuários de insulina, principalmente portadores de diabetes tipo 1, devem conhecer a ampola de Glucagon e saber usá-la, para emergências. Esse medicamento é vendido em farmácias e deve ser mantido em geladeira.

A hipoglicemia é uma situação muito grave para um paciente diabético e deve ser rapidamente reconhecida e revertida. Converse com seu endocrinologista se tiver dúvidas.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Dicas para diabetes 2

Para medir a glicemia picando o dedo sem sentir dor

Para evitar sentir dor ao fazer o seu teste de "ponta de dedo", em primeiro lugar, use sempre picadores especiais, pois eles permitem regular a pressão da picada; com agulhas, você pode acabar se machucando.
Siga as instruções a seguir:

1. Lave bem as mãos com água e sabão e enxugue com toalha limpa ou algodão seco. Se usar algodão com álcool, deixe o álcool secar bem antes de picar o dedo.

2. Nos dias frios, lave as mãos com água quente, para que a gota saia mais facilmente.

3. Deixe a mão pendente, para que a gota de sangue seja maior e você não precise espremer o dedo.

4. Aperte o dedo e mantenha-o apertado, abaixo do local onde vai ser picado, até que se pique e obtenha a gota de sangue.

5. Não pique na ponta, e sim ao redor da polpa do dedo, onde a sensiblildade é menor.

6. Alterne os dedos que serão picados.

Os picadores são de uso individual, não podem ser usados em diferentes pessoas, mesmo trocando as agulhas!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Dicas para diabetes 1



A partir desse post, colocarei dicas para os diabéticos a cada uma ou duas semanas, para facilitar o dia-a-dia dos portadores dessa doença tão incômoda. Escreverei desde os cuidados necessários até o que fazer em situações especiais, como infecções ou gestação.


O post número 1 é sobre o controle da glicemia capilar (ponta de dedo ou dextro).

Dosar a glicemia capilar em casa com o aparelho (glicosímetro) é fácil e ajuda no controle do diabetes.Os glicosímetros são aparelhos confiáveis e os valores são próximos aos níveis de glicose do sangue. A medida do aparelho não deve ter uma diferença maior que 10% da dosagem sanguínea em laboratório.

Para picar o dedo, use sempre picadores especiais e faça o teste, sempre, com as mãos limpas.
Uma gota de sangue já é suficiente, deixe-a formar no dedo e coloque na fita do aparelho, sem esfregar. Quanto mais moderno o glicosímetro, menor a quantidade de sangue necessária para o exame.

Sempre cheque se as fitas não estão vencidas e se o aparelho está calibrado para as fitas que está utilizando.
Teste seu aparelho a cada seis meses. Isso é feito com o líquido de calibração que vem junto com o aparelho ou em farmácias especializadas em produtos para diabéticos.

O controle do diabetes com glicemia capilar deve ser individualizado caso a caso, de acordo com as orientações de seu endocrinologista. Em geral, os pacientes que não usam insulina não precisam fazer as medidas com muita frequência, mas os que usam insulina devem fazer várias vezes ao dia.


O controle da glicemia caplar é uma das medidas mais importantes para o controle do diabetes! Converse com seu médico.



Algumas opções de bons aparelhos:


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Exercícios e Diabetes

O exercício físico é essencial para o paciente diabético, tanto no tipo 1 quanto no tipo 2.

Veja o que o exercício pode propocionar:
- melhora do controle do diabetes, da hipertensão e do colesterol alto, diminuindo o risco de infarto e derrame
- controle do peso
- melhora do bem estar e da auto estima
- controle do estresse

Para o controle do diabetes, o ideal é acumular 30 minutos diários de exercícios, mesmo que sejam fracionados (por exemplo, 3 períodos de 10 minutos).

Mas preste atenção a esses pontos importantes antes de começar seu exercício!!
  1. Use tênis confortáveis e meias esportivas
  2. Hidrate-se bem antes e durante a atividade física
  3. Não se esqueça de levar uma identificação de que é portador de diabetes e alimentos com açúcar, como bebidas isotônicas, sucos, frutas, balas, etc, para o caso de ter uma hipoglicemia (cair o açúcar do sangue)
  4. Antes de iniciar o exercício, faça o exame de ponta de dedo - se estiver acima de 300, evite o exercício; se estiver abaixo de 100, coma alguma coisa com carboidratos antes de se exercitar
  5. Pare o exercício imediatamente se sentir tontura, tremores, dor ou dificuldade de respirar
Consulte sempre seu médico antes de iniciar uma atividade física regular. É sempre recomendado uma avaliação física antes de começar a se exercitar.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Lipodistrofias

As lipodistrofias são um grupo de doença muito pouco conhecido pela população em geral e por muitos médicos, também. Lipodistrofia é a perda de tecido adiposo em determinado local do corpo. Ela pode ser adquirida ou familiar, generalizada ou parcial.

Atualmente, é dito que o tecido adiposo é o maior órgão endócrino do corpo e, por isso, a lipodistrofia faz parte das doenças tratadas por endocrinologistas.  O tecido adiposo produz inúmeras substâncias que agem nele mesmo ou em outros órgãos, e sofre ação de substâncias vindas de outros lugares do organismo (hormônios). Portanto, uma doença que altere a disposição de tecido adiposo no nosso corpo tem inúmeras consequências no metabolismo.
Sem tecido adiposo para armazenar a gordura, ela tem que ir para algum lugar, e começa a se acumular no fígado (esteatose hepática), nas partículas do sangue (colesterol alto e, principalmente, triglicerídeos altos) e nos músculos. O excesso de gordura nos músculos aumenta a resistência à ação da insulina nas células e o excesso de gordura circulante diminui a capacidade do pâncreas de secretar insulina, levando ao diabetes.

Formas familiares
- Generalizada (lipodistrofia de Berardinelli-Seip): ausência quase completa do tecido adiposo, com musculatura muito evidente no corpo todo, inclusive face. É reconhecida já ao nascimento ou infância e esses pacientes têm crescimento acelerado, idade óssea avançada para a idade, desenvolvem esteatose hepática e aumento de triglicerídeos na infância e diabetes na adolescência.


- Parcial (síndrome de Dunnigan - 220 casos descritos): perda progressiva do tecido adiposo nos braços e pernas durante a puberdade e, posteriormente, em abdômen e tórax. A gordura é preservada ou aumentada em face, pescoço e intrabdominal.O diabetes, geralmente, se desenvolve a partir dos 20 anos, associado aos triglicerídeos elevados.



Formas adquiridas
- Generalizada (síndrome de Lawrence - menos de 100 casos descritos): semelhante à forma familiar, mas menos intensa. Início na infância ou adolescência em pacientes previamente saudáveis, pode evoluir em poucas semanas ou em vários anos. Evolui também com aumentos dos triglicerídeos, diabetes, e a esteatose hepática pode evoluir para cirrose em 20% dos casos.

- Parcial (síndrome Barraquer-Simmonds - ~250 casos descritos): mais comum em mulheres, consiste em perda progressiva da gordura em face, pescoço, tórax, com direção descendente, iniciando-se na adolescência. A maioria dos pacientes não tem diabetes, mas apresenta doença renal ou doenças autoimunes (lúpus, dermatomiosites, etc)

- Associada ao HIV: forma mais comum, associada às drogas para o tratamento da AIDS, que provocam lipoatrofia periférica (braços, pernas e face), com acúmulo de gordura central (abdômen, tórax, dorso). A progressão pode ser desfigurante e estigmatizante, podendo diminuir a aderência ao tratamento. Esses pacientes também apresentam diabetes, colesterol e triglicerídeos elevados e esteatose hepática.



Tratamento
O tratamento da lipodistrofia deve incluir não só as alterações metabólicas, mas também o comprometimento estético e psicológico.
Dieta com o mínimo possível de gordura é o primeiro passo do tratamento. Drogas antidiabéticas como Pioglitazona tem tido melhora no perfil metabólico, mas alguns pacientes ainda podem necessitar de fibratos (medicação para triglicerídeos elevados) e insulina para o diabetes.
O tratamento estético é feito com lipoaspiração em áreas de acúmulo ou preenchimento e implantes em áreas de atrofia.

As lipodistrofias ainda são pouco diagnosticadas, por falta de conhecimento tanto de pacientes quanto de médicos. Se você conhece alguém que pode ter esse perfil, indique um endocrinologista!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Algumas Coisas que Você Precisa Saber Sobre Diabetes

O diabetes é uma doença em que há deficiência de produção e/ou de ação da insulina.
O diabetes tipo 1 é resultante da destruição autoimune das células produtoras de insulina e aparece, principalmente, na infância ou adolescência. No diabetes tipo 2, o pâncreas produz insulina, mas há problemas na sua função. Esse tipo de diabetes é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, acima do peso, sedentárias, sem hábitos saudáveis de alimentação, mas também pode ocorrer em jovens.

Alguns pontos importantes a respeito do diabetes:

  • O fator hereditário tem um grande papel no aparecimento do diabetes, principalmente no tipo 2, mas hábitos alimentares saudáveis e atividade física regular podem evita-lo.
  • O tratamento do diabetes depende de 3 pontos principais: atividade física, alimentação correta e medicações. A prática de exercícios pode ajudar a controlar a glicemia e manter o peso, além de melhorar a sensação de bem estar. A dieta deve ter restrição, principalmente, de gorduras e carboidratos em excesso.
  • Os medicamentos para o diabetes podem ser via oral ou injetáveis (insulina e exenatida). No diabetes tipo 1, sempre é usada a insulina. No tipo 2, geralmente, começa-se com medicamentos orais, mas na evolução da doença, a insulina ou exenatida podem ser necessários.Os medicamentos orais e a exenatida têm o objetivo de melhorar a ação da insulina ou aumentar sua produção pelo corpo.
  • As metas do tratamento são manter a glicose de jejum entre 70 e 100mg/dL e até 140-160mg/dl após 2h das refeições.  Acima desses valores, o corpo começa a sofrer acúmulo de substâncias associadas ao excesso de açúcar, com consequências a curto e, principalmente, longo prazo.
  • Se o diabetes não for tratado de forma adequada, podem surgir complicações, principalmente nos olhos, rins, nervos, pé diabético, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, entre outros. 
  • A educação em diabetes é muito importante para o tratamento. Não só o paciente precisa ser educado, mas também seus familiares e as pessoas que convivem com ele. Assim, o paciente pode ter o auxílio e o suporte necessários para um bom tratamento e tomar as decisões mais adequadas com base em conhecimento.
  • Ainda não há cura para o diabetes. Estão sendo realizados estudos que, no futuro, podem levar à cura: para o diabetes tipo 1, terapia com células-tronco em pacientes recém-diagnosticados; para o diabetes tipo 2, cirurgia de redução de estômago (gastroplastia) têm mostrado aparentes bons resultados, mesmo em pacientes que não estão acima do peso. Mas esses métodos ainda são absolutamente experimentais.