segunda-feira, 26 de julho de 2010

Saiba mais sobre a gordura trans


Gordura trans é uma gordura produzida por hidrogenação natural ou industrial e é utilizada para deixar os alimentos mais saborosos e dar a eles melhor resistência, ou seja, manter seu prazo de validade. Olhando por este ângulo, até parece que essa gordura é boa, mas na realidade ela não é.

Os alimentos de origem animal, como a carne e o leite, possuem pequenas quantidades dessas gorduras, mas a maior preocupação deve ser com os alimentos industrializados, como sorvetes, batatas fritas, salgadinhos de pacote, bolos, biscoitos, pastelaria, gorduras hidrogenadas e margarinas.

O consumo em excesso desse tipo de gordura contribui para o aumento dos níveis de colesterol total e LDL-colesterol (colesterol ruim) e para a redução dos níveis de HDL-colesterol (colesterol bom). Essas alterações aumentam o risco de doenças cardiovasculares, como infarto do miocário e acidente vascular cerebral (derrame).

Ao contrário dos outros tipos de gordura (saturada, insaturada), não existe ainda um valor definido para o consumo. O ideal é que seja consumido o mínimo possível. Leia sempre os rótulos dos alimentos, identificando quais alimentos são ricos ou não nesse tipo de gordura, e escolha aqueles que contenham o menor teor.

Leve sempre uma vida equilibrada, escolhendo bem seus alimentos!

sábado, 24 de julho de 2010

10 Coisas que Você Precisa Saber Sobre o Fumo

O tabagismo não é uma doença endocrinológica, mas as complicações que isso pode trazer e a associação perigosa com outras doenças faz com que todas as especialidades médicas estejam empenhadas em combatê-lo.

Esse texto foi baseado em publicação do site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (http://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-o-fumo/)
 
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. Dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) mostram que 10% dos fumantes chegam a reduzir sua expectativa de vida em 20 anos.
 A OMS estima que 1,2 bilhão de pessoas no mundo seja fumante, entre as quais 200 milhões de mulheres.

  • O consumo de derivados do tabaco causa cerca de 50 tipos de doença, principalmente as cardiovasculares (infarto, angina), o câncer e as doenças respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite). Estas doenças são as principais causas de óbitos por doença no Brasil, sendo que o câncer de pulmão é a primeira causa de morte por câncer.

  • O tabagismo causa impotência sexual no homem e, nas mulheres, complicações na gravidez. Além disso, provoca aneurismas arteriais, úlcera do aparelho digestivo, infecções e outros problemas respiratórias, osteoporose, trombose vascular e redução do desempenho desportivo.

  • Fumar enfraquece o cabelo, deixa a pele seca, reduz o paladar e o olfato. Além do envelhecimento precoce da pele, por falta de oxigenação, inibe a produção de colágeno e elastina, aumentando a flacidez. É comum, nas mulheres que fumam, surgirem precocemente imensas rugas em volta dos lábios.  

  • Os malefícios do fumo são maiores nas mulheres devido às peculiaridades próprias do sexo, como a gestação e o uso da pílula anticoncepcional. A mulher fumante tem um risco maior de infertilidade, câncer de colo de útero, menopausa precoce (em média 2 anos antes) e dismenorréia (sangramento irregular).

  • Quando o fumante dá uma tragada, a nicotina é absorvida pelos pulmões, chegando ao cérebro geralmente em 9 segundos. O fumo causa no Sistema Nervoso Central, num primeiro momento, a elevação leve no humor e diminuição do apetite. O que parece ser prazeroso no começo, causa dependência e vício.

  • O tabaco é prejudicial também para quem se encontra junto do fumante. Além do desconforto, o fumo causa doenças imediatas ou a longo prazo. O risco de doença cardíaca aumenta em 25% num adulto exposto ao fumo passivo.  

  • O tabagismo diminui o colesterol bom, mesmo nas pessoas jovens. Existem cada vez mais indícios de relação entre o tabagismo passivo e o derrame cerebral. Mesmo exposições pequenas podem ter consequências sobre a coagulação do sangue, favorecendo a ocorrência de trombose. As pessoas com doenças cardíacas podem sofrer arritmias, diante da exposição à fumaça do cigarro. O risco de infarto do miocárdio também aumenta.

  • O tabagismo passivo é a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, seguindo o tabagismo ativo e o consumo excessivo de álcool. Fumantes passivos também sofrem os efeitos imediatos como irritação nos olhos, manifestações nasais, tosse, cefaléia, aumento de problemas alérgicos, principalmente das vias respiratórias e aumento dos problemas cardíacos, principalmente elevação da pressão arterial e angina (dor no peito). Outros efeitos a médio e longo prazo são a redução da capacidade funcional respiratória (o quanto o pulmão é capaz de exercer a sua função), aumento do risco de ter infarto ou derrame e aumento do número de infecções respiratórias em crianças.

  • O tabagismo ativo e passivo é especialmente perigoso na gravidez, podendo prejudicar o crescimento do feto e aumentar o risco de complicações durante a gravidez e o parto, tais como a morte fetal, o parto prematuro e o baixo peso ao nascer. Os recém-nascidos e as crianças pequenas também são muito prejudicados. As crianças expostas à fumaça do cigarro têm maior risco de morte súbita, bronquite, pneumonia, asma, exacerbações da asma e infecções de ouvido.

  • Ao parar de fumar, o risco de doenças diminui gradativamente e o organismo do ex-fumante se restabelece. Após 20 minutos do último cigarro, a pressão sanguínea diminui, as batidas cardíacas voltam ao normal e a pulsação cai. Após 8 horas sem cigarro, o nível de oxigênio no sangue pode chegar aos níveis de uma pessoa não-fumante. Após 24 horas, os pulmões já conseguem eliminar o muco e os resíduos da fumaça. Dois dias depois, é possível sentir melhor o cheiro e o gosto das coisas. O corpo já não possui nicotina e a transpiração deixa de cheirar a tabaco. Após duas semanas, melhora a circulação, tosse, congestão nasal, fadiga e falta de ar. Após um ano, o risco de doença cardíaca cai pela metade. Após 5 anos, o risco de ter câncer de pulmão também reduz 50%. Após 15 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao de uma pessoa que nunca fumou.

Cirurgia bariátrica: é a solução??

A obesidade é uma epidemia mundial. No Brasil, de 2006 a 2009, a proporção de pessoas acima do peso subiu de 42,7% para 46,6% e o percentual de obesos cresceu de 11,4% para 13,9%. Mesmo em crianças os números assustam – um estudo recente em Franca (SP) revelou que 15% das crianças de 7 a 10 anos já estão acima do peso.

E o tratamento da obesidade não é fácil. A reeducação alimentar e a prática de atividade física exigem esforço contínuo, muitas vezes com resultados desanimadores. Muitos pacientes precisam de medicamentos para conseguir manter um peso saudável, mas, para uma boa parte dos obesos, as tentativas são sempre fracassadas...

Nesses casos, a cirurgia bariátrica (“cirurgia de redução do estômago”) é a melhor opção??

Em pacientes com IMC (índice de massa corpórea = peso/ altura ao quadrado) maior ou igual a 40kg/m2, os inúmeros tratamentos e a oscilação de peso, além do potencial genético, agravam o quadro clínico. A morbidade associada à obesidade grau III (hipertensão arterial, doenças articulares, alteração do colesterol, diabetes, disfunções respiratórias, etc.), gerou o termo “obesidade mórbida”, que deve ser abandonado. Sem qualidade de vida e com extrema instabilidade emocional, surge a busca por um tratamento mais eficiente, a cirurgia.

Existem várias técnicas para essa cirurgia, mas a mais comum é a de Capella. Essa cirurgia restringe um pedaço do estômago e muda a ligação com o intestino. Além da restrição por diminuição do volume do estômago, ocorre uma pequena alteração da absorção dos alimentos, porque eles deixam de passar pela primeira parte do intestino delgado.

Essa é uma cirurgia de grande porte, que deve ser muito bem indicada e acompanhada posteriormente. É indicada para pacientes com o IMC maior que 40kg/m2 ou maior que 35kg/m2 com complicações como diabetes, hipertensão arterial, apnéia do sono, doenças articulares, etc. Os pacientes têm que já ter tentado tratamento com mudanças de estilo de vida e medicamentos, a cirurgia nunca é a primeira opção. E há algumas contra-indicações, como cirrose hepática, doenças renais, psiquiátricas, vícios (drogas, alcoolismo), etc

Todos os pacientes devem fazer uma avaliação pré-operatória com psicólogo e nutricionista, e o ideal seria que mantivessem o acompanhamento mesmo após a cirurgia, para evitar recaídas.

A perda de peso é rápida, logo que o paciente sai do hospital. A alimentação deve ser bem restritiva no início, pois o estômago restante é extremamente pequeno (~20ml!). E o importante é reaprender a comer, para manter sempre uma alimentação saudável. Mesmo pacientes com estômago tão pequeno podem aprender a comer coisas extremamente calóricas, como leite condensado e milk-shake, e uma boa parte dos pacientes volta a ganhar peso... Já existem pacientes fazendo a cirurgia pela segunda vez!

O maior problema da cirurgia, a longo prazo, é a desnutrição. A absorção de nutrientes fica muito prejudicada, portanto os pacientes devem fazer sempre reposição de vitaminas, como ferro, vitamina D, cálcio, vitamina B12 e outras se necessário.

Portanto, para qualquer tipo de tratamento para a obesidade, as mudanças de estilo de vida são essenciais. Não é possível se manter magro e saudável sem aprender a se alimentar e fazer atividade física regular, mesmo se seu estômago for muito pequeno! O apoio profissional é sempre importante, mas o sucesso depende, principalmente, da participação efetiva do paciente!

Para saber mais, entre em www.endocrino.org.br/cirurgia-bariatrica-mitos-e-verdades

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Conhecendo o hipotireoidismo

O hipotireoidismo é uma disfunção da tireóide em que há diminuição da produção de seus hormônios. É mais comum em mulheres, mas pode acometer qualquer pessoa, independente de gênero ou idade, até mesmo recém-nascidos.

Como já foi colocado aqui no blog, a tireóide é como a "pilha" do nosso organismo. Os hormônios produzidos pela tireóide são o T4 (tiroxina) e o T3 (triiodotironina) e, no hipotireoidismo, esses hormônios estão diminuídos.
O T3 e o T4 são responsáveis pelo controle de todo o nosso metabolismo, como produção de calor, velocidade dos batimentos cardíacos, motilidade do intestino, crescimento de cabelos e unhas, etc. Portanto, a menor produção desses hormônios provoca sintomas que podem incomodar muito, por exemplo:

- cansaço excessivo
- intestino preso
- pele seca
- queda de cabelo
- desaceleração dos batimentos cardíacos
- menstruação irregular
- falhas de memória
- depressão
- dores musculares
- ganho de peso

Em recém-nascidos e crianças, o quadro é mais grave, pois todo o desenvolvimento na infância depende dos hormônios tireoideanos. Se o diagnóstico e tratamento não forem precoces, a criança pode ter sequelas principalmente em relação ao crescimento estatural, puberdade e desenvolvimento intelectual.

O diagnóstico é feito sempre pela dosagem dos hormônios no sangue. Os níveis de T3 e T4 são mais baixos do que o valor de referência, mas a principal alteração é no TSH (hormônio tireoestimulante). Esse hormônio é produzido pelo cérebro (glândula hipófise) para estimular a tireóide a produzir seus próprios hormônios. Se a tireóide está com algum problema, a hipófise aumenta a produção do estimulante, para tentar manter os hormônios dentro do valor normal. Portanto, a primeira alteração no hipotireoidismo é o aumento do TSH.
Muitos pacientes se confundem quando falamos que a tireóide está trabalhando pouco e o hormônio está muito alto... Alto é o valor do TSH.

Em recém-nascidos, o hipotireoidismo pode ser diagnosticado através da triagem neonatal, pelo Teste do Pezinho, que é OBRIGATÓRIO em todo recém-nascido.

Em adultos, na maioria das vezes, o hipotireoidismo é causado por uma inflamação denominada Tireoidite de Hashimoto. Essa inflamação tem uma relação familiar muito grande e é comum ver vários membros da família afetados. É uma doença auto-imune, ou seja, o corpo produz anticorpos contra seus próprios órgãos (nesse caso a tireóide). O ataque desses anticorpos impede o funcionamento adequado da tireóide, que vai progressivamente diminuindo a produção hormonal.

O tratamento do hipotireoidismo é feito com o uso diário de levotiroxina. Para reproduzir o funcionamento normal da tireóide, a levotiroxina deve ser tomada todos os dias, em jejum (no mínimo meia hora antes do café da manhã), para que a ingestão de alimentos não diminua a sua absorção pelo intestino.

Se estiver usando a medicação regularmente, e dessa forma mantendo os hormônios dentro dos valores normais, quem tem hipotireoidismo pode levar uma vida saudável, feliz e completamente normal.

sábado, 17 de julho de 2010

Mais dicas de receitas gostosas, leves e saudáveis!


Linguado ao vinho e limão light

Leve e com gostinho de limão, este linguado fica pronto em apenas 15
minutos!

Tipo de Cozinha: caseira, light
Categoria: peixes, pratos principais
Tempo de preparo: Pá Pum
Serve: 4 porções


Ingredientes

400 g /4 filés de linguado
4 rodelas finas de limão
1/4 xícara (chá) de vinho branco seco
30 g /2 colheres (sopa) de cebola picada
1 colher (chá) de raspas de limão
1 colher (chá) de salsinha picada
sal e pimenta-do-reino a gosto


Modo de Preparo

1. Numa assadeira refratária, disponha os filés de linguado e tempere com sal e pimenta-do-reino. Distribua uma rodela de limão sobre cada filé. Reserve.
2. Numa tigelinha, junte o vinho, a cebola picada, as raspas de limão e a salsinha e misture. Com a ajuda de uma colher, regue os filés com essa mistura.
3. Cubra a assadeira com filme e, com um palitinho, faça um pequeno furo em cada extremidade.
4. Leve ao microondas e deixe assar por 4 minutos em potência alta.
5. Em seguida, retire do forno e sirva.

Por porção: 111 calorias





Musse de maracujá light

Esta é uma receita diferente de musse de maracujá. Nada de creme nem leite condensado. Extremamente refrescante, é feita com iogurte e gelatina e pode ser servida na própria casca do maracujá. Um charme


Tipo de Cozinha: light, caseira
Categoria: doces, sobremesas
Tempo de preparo: Mais de 2 horas
Serve: 12 porções


Para a musse

Ingredientes

4 maracujás
2 xícaras (chá) de leite desnatado
400 g / 2 potes de iogurte natural natural desnatado
3 colheres (sopa) de adoçante em pó do tipo granular
1 colher (sopa) de leite desnatado em pó
1 colher (chá) de suco de limão
2 colheres (sopa) de gelatina em pó sem sabor

Modo de Preparo

1. Lave os maracujás sob água corrente.
2. Numa tábua, corte cada maracujá ao meio e retire a polpa. Reserve as cascas.
3. No liquidificador, bata as polpas dos maracujás e o leite desnatado por 1 minuto em velocidade alta. Separe o líquido das sementes, passando por uma peneira. Descarte as sementes e reserve o suco.
4. Numa tigelinha, dissolva a gelatina em 5 colheres (sopa) de água morna. Deixe hidratar por 5 minutos. Reserve.
5. No liquidificador, junte o suco de maracujá, o iogurte desnatado, o adoçante em pó, o leite em pó, o limão e a gelatina preparada. Bata por 2 minutos em velocidade alta.
6. Dentro das cascas do maracujá, distribua a musse. Leve à geladeira por, no mínimo, 6 horas.

Para a calda

Ingredientes

polpa de 2 maracujás
suco de 2 laranjas
7 colheres (sopa) de adoçante em pó do tipo granular
1 colher (sopa) de água
1 colher (chá) de maisena

Modo de Preparo

1. Numa tábua, corte os maracujás ao meio e retire a polpa.
2. Numa panela, coloque a polpa de maracujá, o suco de laranja e o adoçante em pó. Leve ao fogo baixo e deixe cozinhar até ferver, mexendo sempre.
3. Numa tigelinha, dilua a maisena em 1 colher (sopa) de água. Acrescente à mistura da panela. Mexa bem por 5 minutos. Retire do fogo e deixe esfriar. Despeje a calda sobre as musses no momento de servir.

Por porção: 60 calorias

Boa refeição!!!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Como não escapar da dieta!

 Ninguém disse que fazer dieta é tarefa fácil... E, infelizmente, não tem milagre para se manter magro... Para manter seu peso dentro do ideal e sua saúde boa, você deve sempre prestar atenção ao que come e fazer exercícios para gastar o que comeu.

Algumas dicas podem te ajudar a manter um maior controle com a comida, sem precisar estar sempre estressado com isso:
  • Procure fazer sempre de 3 a 6 refeições ao dia

    • Comer várias vezes ao dia mantém seu metabolismo sempre ativo; o organismo sempre tem energia para gastar, não precisa "economizar"
    • Além disso, comendo em intervalos curtos, você não chega à próxima refeição "morrendo" de fome
  •  Coma sentado, prestando atenção ao que come

    • Comer em pé na cozinha facilita pegar mais coisas na geladeira ou armários
    • Comer distraído com TV ou computador faz com que você coma mais sem perceber; quando viu, já foi tudo e muito mais
  •  Cozinhe porções menores dos alimentos e coma em pratos pequenos

    • Assim, você terá a impressão de que o prato está cheio
  • Descanse os talheres entre as garfadas e mastigue devagar

    • Nosso corpo precisa de um tempo para sentir-se satisfeito, após começarmos a mastigar. Se você come rápido, consegue comer muito mais até seu corpo sinalizar que já está bom
  • Saia da mesa assim que terminar de comer

    •  Ficar olhando a comida vai te deixar tentado a comer mais
  • Não repita pratos

    • A segunda porção tem exatamente o mesmo gosto da primeira, não precisa experimentar de novo
  • Não tenha em casa as guloseimas que gosta

    • Se o acesso for fácil, você não vai precisar pensar duas vezes antes de cair na tentação
  • Coma bastante fibras 

    • As fibras de saladas, frutas, pão integral, arroz integral, etc ajudam a aumentar a sensação de saciedade, diminuindo a vontade de doces durante o dia 

Se, mesmo com essas dicas você não consegue controlar o que come, faça um diário alimentar. Anotando tudo o que você come, começa a prestar mais atenção no que anda escolhendo e consegue melhorar a qualidade da sua alimentação.


E o mais importante: Se você não conseguiu controlar e abusou em uma refeição, não jogue seu esforço fora! Não é porque você saiu da dieta uma vez que deve desistir e continuar abusando. O mais importante é aprender a comer e encontrar um equilíbrio, para que as escapadas de vez em quando não compromentam seu peso e, principalmente, sua saúde!

        

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Apneia x Hipertensão

Baseado em publicação da Sociedade Brasilieria de Endocrinologia e Metabologia (http://www.endocrino.org.br) 

 

Um grupo de pesquisadores da Escola Paulista de Medicina chegou à conclusão de que quem sofre com apneia do sono tem grandes chances de se tornar um hipertenso no futuro. O estudo foi feito com 1042 pessoas, todas residentes em São Paulo. Através da polissonografia, um exame para a medição do sono e de suas variáveis fisiológicas, foi constatado que 38% delas eram apneicas. Destas, cerca de 50% tinham pressão alta.


De acordo com os estudiosos, quem sofre de apneia tem um grande estresse durante o sono e não consegue oxigenar bem os tecidos do organismo. A interrupção da respiração leva a uma queda da oxigenação, ao aumento do gás carbônico e ao curto despertar do sono para retomar a respiração. Todos esses fatores em conjunto levam à ativação do sistema simpático, que causa hipertensão.

Ainda segundo os pesquisadores, as consequências da hipertensão são graves e podem causar no apneico problemas como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal. A apneia é tida, ainda, como uma das causas de morte súbita durante o sono.


Causas da Apneia do Sono

A apneia do sono ocorre quando o ar suficiente não consegue ir até os pulmões quando se está dormindo. Tal situação ocorrer por vários fatores: os músculos da garganta e língua relaxam mais do que o normal, as amídalas e adenóides são grandes, a pessoa está acima do peso (o excesso de tecido mole na garganta dificulta mantê-la aberta), ou o formato da cabeça e pescoço resulta em menor espaço para passagem de ar na boca e garganta.

Sintomas

Ronco e sonolência diurna são considerados os principais sintomas da apneia do sono, embora muitos pacientes não os percebam. A sonolência diurna é explicada pelas interrupções do sono causadas pela falta de oxigênio.
São considerados sintomas da apneia: acordar com sensação de sufocamento, ofegante, com dor no peito ou desconforto, confuso ou com dor de cabeça; sentir boca seca ou dor de garganta pela manhã; alterações na personalidade; dificuldade de concentração; impotência sexual; e irritabilidade.
Muitas vezes, o paciente não sabe que ronca ou que tem apneia, o parceiro é que deve informá-lo...

Tratamento

Mudanças nos hábitos de vida podem contribuir muito com a melhora da apneia do sono. Perder peso, fumo 4 horas antes de deitar e elevar a cabeceira da cama entre 15cm e 20cm são algumas medidas simples que podem evitar problemas futuros. evitar o consumo de bebidas alcoólicas, dormir de lado, evitar consumo de comidas pesadas antes de dormir, evitar o

A apneia é uma doença que dever ser tratada  em conjunto pelo Otorrinolaringologista, Endocrinologista e Cardiologista. Se você ou seu parceiro têm esse problema, procure um especialista!